Das sombras do ecossistema Linux, uma ferramenta de espionagem digital atravessou fronteiras para o universo Windows — e fê-lo com uma discrição perturbadora. A ESET identificou duas variantes do backdoor SprySOCKS, atribuídas ao grupo FishMonger, ligado à empresa chinesa I-SOON e alegadamente ao serviço do governo de Pequim. Os alvos — organizações governamentais em Honduras, Taiwan, Tailândia e Paquistão — revelam não apenas capacidade técnica, mas uma estratégia geopolítica deliberada. É o retrato de uma espionagem que não recua, mas se aprofunda.