A hepatite viral é silenciosa. Muitas pessoas vivem com ela sem saber.
Todo ano, o mês de julho convida a sociedade brasileira a olhar para algo que o fígado carrega em silêncio: as hepatites virais. No Ceará, a Escola de Saúde Pública responde a esse chamado com uma transmissão ao vivo que reúne especialistas universitários para traduzir ciência em conversa acessível. É um gesto pequeno diante de uma doença vasta — mas gestos assim, repetidos, constroem a cultura de prevenção que salva vidas.
- As hepatites virais afetam silenciosamente milhares de cearenses, muitas vezes sem sintomas visíveis até que o dano ao fígado já esteja avançado.
- O Julho Amarelo, instituído por lei federal em 2019, existe precisamente para romper esse silêncio e forçar o tema à superfície do debate público.
- A Escola de Saúde Pública do Ceará entra na conversa com uma live no Instagram na terça-feira, 6 de julho, das 19h às 20h, abrindo espaço para perguntas do público em tempo real.
- Dois especialistas de hepatologia da UFC e da Unifor — com experiência em ambulatórios e transplante de fígado — vão discutir vacinação, transmissão e opções de tratamento disponíveis no Estado.
Na próxima terça-feira, 6 de julho, a Escola de Saúde Pública do Ceará transmite ao vivo pelo Instagram, das 19h às 20h, uma conversa sobre hepatites virais. O evento integra o Julho Amarelo, mês criado pela lei federal nº 13.802 de 2019 para fortalecer a vigilância e a prevenção dessas doenças em todo o Brasil.
As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por vírus — cinco tipos no total, identificados pelas letras A, B, C, D e E — cada um com formas distintas de transmissão. Diferente de hepatites causadas por álcool, medicamentos ou condições autoimunes, essas têm potencial de alcance coletivo e exigem resposta organizada de saúde pública.
A mediação ficará a cargo de Luciana Lopes, supervisora do Centro de Extensão em Saúde da instituição. Os convidados são José Milton de Castro Lima, professor titular de Hepatologia na UFC e coordenador do Ambulatório de Hepatites do hospital universitário, e Elodie Bomfim Hyppolito, professora da Unifor e coordenadora do Ambulatório de Hepatites do Hospital São José, com atuação também no Serviço de Transplante de Fígado.
O formato prevê participação ativa do público pelos comentários, transformando a transmissão em diálogo — uma ponte entre o conhecimento clínico e quem busca entender como se proteger ou onde buscar tratamento no Ceará.
A Escola de Saúde Pública do Ceará vai ao ar na próxima terça-feira, 6 de julho, para uma conversa ao vivo sobre hepatites virais — um tema que merecia mais atenção do que costuma receber. O evento, transmitido pelo Instagram da instituição entre 19 e 20 horas, faz parte da mobilização nacional do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização e combate dessas doenças que afetam silenciosamente milhares de pessoas.
A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter várias origens. Alguns casos vêm de medicamentos, álcool ou outras drogas. Outros resultam de doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. Mas as hepatites virais — aquelas que o Julho Amarelo procura destacar — são causadas especificamente por vírus. Existem cinco tipos principais, identificados pelas letras A, B, C, D e E, cada um com características e modos de transmissão distintos.
O Brasil instituiu o Julho Amarelo através da lei nº 13.802, de 2019, com um objetivo claro: fortalecer a vigilância, a prevenção e o controle dessas inflamações virais em todo o país. A transmissão que a Escola de Saúde Pública fará na terça-feira segue essa mesma lógica — levar informação direta para quem quer entender melhor a doença, quem pode se vacinar e quais são as opções de tratamento disponíveis no Ceará.
A conversa será conduzida por Luciana Lopes, supervisora do Centro de Extensão em Saúde da instituição, e contará com dois especialistas de peso. José Milton de Castro Lima é professor titular de Hepatologia na Universidade Federal do Ceará e coordena o Ambulatório de Hepatites do hospital universitário. Elodie Bomfim Hyppolito, professora assistente da Universidade de Fortaleza, coordena o Ambulatório de Hepatites do Hospital São José e trabalha no Serviço de Transplante de Fígado do mesmo hospital universitário. Juntos, eles trazem experiência clínica e acadêmica para discutir por que dedicar um mês inteiro à conscientização faz diferença.
O formato é aberto. Quem assistir poderá fazer perguntas nos comentários, transformando a transmissão em um espaço de diálogo real, não apenas de exposição. É uma tentativa de aproximar o conhecimento especializado de quem realmente quer aprender — seja por preocupação pessoal, seja por curiosidade genuína sobre como essas doenças funcionam e como se proteger delas.
Citações Notáveis
A campanha Julho Amarelo foi instituída para reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais— Escola de Saúde Pública do Ceará
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que o Julho Amarelo precisa de uma lei federal para existir? Não seria natural as pessoas se preocuparem com hepatites?
A hepatite viral é silenciosa. Muitas pessoas vivem com ela sem saber. Sem um mês dedicado, sem campanhas, a doença fica invisível nos consultórios e nas conversas. A lei força a atenção.
E qual é a diferença real entre os cinco tipos? Por que não é tudo a mesma coisa?
Cada um se transmite de forma diferente. A hepatite A geralmente vem da água ou comida contaminada. A B e C são transmitidas por sangue e fluidos corporais. A D só existe em quem já tem B. A E é mais rara por aqui. O tratamento muda conforme o tipo.
Então a vacina protege contra todos os cinco?
Não. Temos vacinas eficazes para A e B. Para C, D e E ainda não há vacinas amplamente disponíveis. Por isso a importância de conhecer os modos de transmissão — é a melhor defesa que temos.
Quem deveria estar assistindo essa live?
Qualquer um. Mas especialmente profissionais de saúde, pessoas com histórico familiar, quem trabalha em ambientes de risco. E também gente curiosa que quer entender como proteger a própria saúde.
O que muda se alguém descobre que tem hepatite viral hoje?
Tudo. Alguns tipos têm cura. Outros podem ser controlados. Mas só se você souber que tem. Por isso a conscientização importa tanto — diagnóstico cedo muda a trajetória da doença.