Depois que o Supremo Tribunal Federal encerrou as doações corporativas em 2015, o Brasil construiu um sistema em que o próprio Estado financia quase integralmente a disputa pelo poder. Dois fundos públicos — um permanente, outro ativado apenas em anos eleitorais — somam R$ 6,39 bilhões em 2026, cobrindo 93% dos gastos de campanha. A arquitetura desse arranjo revela uma escolha civilizatória: quem paga as contas da democracia, e em que proporção, determina quem chega ao poder.