CNU amplia para 217 cidades; confira as 37 novas localidades que receberão provas

Um banco de candidatos pré-aprovados que assumem em três meses
A visão do governo para acelerar nomeações e criar novo padrão nos concursos públicos federais.

Em um movimento que redefine o acesso ao serviço público no Brasil, o Governo Federal ampliou de 180 para 217 as cidades que receberão as provas do Concurso Nacional Unificado, o chamado ENEM dos Concursos. Com 6.640 vagas em 21 órgãos federais e um cronograma que se estende até agosto de 2024, a iniciativa não é apenas logística — é uma declaração sobre quem merece ter a chance de servir ao Estado. Ao encurtar distâncias geográficas e burocráticas, o programa propõe que a meritocracia só é justa quando o acesso a ela também o é.

  • A corrida por uma vaga federal ganhou 37 novas cidades, aproximando o concurso de candidatos que antes precisavam cruzar estados inteiros para fazer uma prova.
  • Com 6.640 vagas disputadas em oito blocos temáticos e 21 órgãos envolvidos, a complexidade do processo exige que os candidatos planejem suas escolhas com precisão desde a inscrição.
  • O edital abre em 10 de janeiro e as inscrições vão até 9 de fevereiro — uma janela curta que pressiona candidatos a se prepararem antes mesmo das regras oficiais serem publicadas.
  • O governo mira reduzir o tempo entre aprovação e posse de um ano para apenas três meses, prometendo romper com a lentidão histórica que frustra quem passa em concursos públicos.
  • Para cargos sem curso de formação, as convocações já estão previstas para agosto de 2024, sinalizando que o novo modelo quer transformar aprovação em emprego com velocidade inédita.

O Governo Federal deu um passo significativo para democratizar o acesso ao serviço público ao expandir o Concurso Nacional Unificado — apelidado de ENEM dos Concursos — de 180 para 217 cidades. As 37 novas localidades incluem centros de médio porte como Guarulhos, Niterói e Duque de Caxias, além de municípios em estados menos populosos, reduzindo a necessidade de deslocamento para candidatos de todo o país.

O concurso oferece 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais, organizadas em oito blocos temáticos que vão de administração e finanças públicas a dados e tecnologia. Com uma única taxa de inscrição, o candidato pode concorrer a diferentes cargos dentro do bloco escolhido, indicando suas preferências em ordem de prioridade.

O cronograma está definido: edital em 10 de janeiro, inscrições de 19 de janeiro a 9 de fevereiro, provas em 5 de maio e resultado final em 30 de julho. As convocações para posse começam em agosto, com o governo prometendo reduzir o tempo entre aprovação e nomeação de cerca de um ano para até três meses — uma mudança que, segundo o secretário José Celso Cardoso, será viabilizada por um banco de candidatos pré-aprovados prontos para assumir posições conforme a demanda dos órgãos.

Entre os maiores ofertantes de vagas estão o Ministério da Gestão e Inovação com 1.480, o Ministério do Trabalho com 900 e o IBGE com 895. Se o modelo se consolidar, pode estabelecer um novo padrão para concursos públicos federais no Brasil — mais ágil, mais acessível e mais equitativo.

O Governo Federal expandiu significativamente o alcance geográfico de seu maior concurso público unificado. De 180 cidades, a rede de locais de prova cresceu para 217, incorporando 37 novos municípios espalhados por todas as regiões do país. O Concurso Nacional Unificado, apelidado de ENEM dos Concursos, oferecerá 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais, desde agências regulatórias até ministérios de grande porte.

A expansão territorial reflete uma estratégia deliberada de democratizar o acesso ao serviço público federal. As novas cidades incluem centros urbanos de médio porte como Guarulhos e Osasco em São Paulo, Niterói e Duque de Caxias no Rio de Janeiro, além de municípios em estados menos populosos. A lista abrange desde Ananindeua no Pará até Vinhedo em São Paulo, passando por cidades do interior de Minas Gerais, Bahia e outras regiões. Essa dispersão geográfica reduz a necessidade de deslocamento para candidatos que vivem longe dos grandes centros urbanos.

O cronograma do processo está bem definido. O edital será publicado em 10 de janeiro, abrindo o período de inscrições que vai de 19 de janeiro até 9 de fevereiro de 2024. As provas acontecem em 5 de maio, com resultados preliminares divulgados em 3 de junho. A divulgação final dos resultados está marcada para 30 de julho, seguida pelo início da convocação para posse e cursos de formação em 5 de agosto.

O modelo de inscrição funciona de forma unificada: candidatos pagam uma única taxa e podem concorrer a diferentes vagas dentro de blocos temáticos escolhidos. Os oito blocos disponíveis cobrem áreas como administração e finanças públicas, setores econômicos e infraestrutura, agricultura e meio ambiente, educação e ciência, políticas sociais e saúde, trabalho e previdência, além de dados e tecnologia. Após selecionar o bloco, o candidato indica suas preferências de cargo em ordem, podendo concorrer a posições em diferentes órgãos dentro da mesma área.

Um diferencial importante do programa é a intenção de acelerar drasticamente o processo de nomeação. Atualmente, leva aproximadamente um ano entre aprovação e posse, devido aos trâmites burocráticos de abertura de processos e definição de orçamento. O governo federal quer reduzir esse prazo para até três meses após a divulgação dos resultados finais. Para cargos que não exigem curso de formação, a convocação está prevista já para agosto de 2024. Segundo José Celso Cardoso, secretário de Gestão de Pessoas do Ministério de Gestão e Inovação, a ideia é criar um banco de candidatos pré-aprovados que possam assumir posições rapidamente conforme as necessidades dos órgãos.

Os 21 órgãos participantes distribuem as vagas de forma desigual. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos lidera com 1.480 vagas, seguido pelo Ministério do Trabalho e Emprego com 900 e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com 895. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária oferece 742 vagas, enquanto a Fundação Nacional dos Povos Indígenas disponibiliza 502. Agências menores como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Ministério dos Povos Indígenas oferecem 30 vagas cada uma.

O processo de seleção combina diferentes etapas. Todos os candidatos realizam uma prova objetiva de conhecimentos gerais em 5 de maio. Além disso, há provas de conhecimentos específicos e dissertativas que variam conforme a área escolhida. Após essa primeira fase, os órgãos podem submeter candidatos a avaliações de títulos, experiência profissional, memoriais, provas práticas ou outras etapas conforme determinado legalmente ou por critério institucional. A classificação final considera tanto o desempenho nas provas quanto a ordem de preferência indicada pelo candidato no momento da inscrição.

Essa iniciativa representa uma mudança estrutural na forma como o governo federal recruta servidores públicos. Ao centralizar concursos dispersos, padronizar procedimentos e ampliar a cobertura geográfica, o programa busca não apenas agilizar seleções, mas também promover igualdade de oportunidades e zelar pelo princípio da impessoalidade em todas as fases do processo. O modelo, se bem-sucedido, pode estabelecer um novo padrão para concursos públicos no Brasil.

Teríamos uma espécie de banco de candidatos pré-aprovados, que já teriam prestado a seleção e estariam aptos a assumir os cargos. Nesse caso, a seleção seria mais rápida e em três meses teríamos pessoas trabalhando.
— José Celso Cardoso, secretário de Gestão de Pessoas do Ministério de Gestão e Inovação
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o governo decidiu expandir de 180 para 217 cidades justamente agora?

Model

A expansão reflete uma estratégia de democratizar o acesso ao serviço público. Candidatos em cidades menores não precisam mais se deslocar para centros urbanos distantes. É uma questão de equidade geográfica.

Inventor

Mas isso não torna o processo mais caro e complexo para a administração?

Model

Sim, há custos maiores. Mas o governo está apostando que a economia de tempo na nomeação compensa. Se conseguir reduzir de um ano para três meses entre aprovação e posse, o ganho operacional é significativo.

Inventor

Esse prazo de três meses é realista? Parece muito ambicioso.

Model

É ambicioso, especialmente para cargos que exigem cursos de formação. O governo reconhece isso — para esses casos, a convocação será em agosto, mas a posse pode levar mais tempo. Para cargos sem formação obrigatória, três meses é viável.

Inventor

Como um candidato escolhe entre oito blocos temáticos e múltiplos órgãos?

Model

O candidato seleciona um bloco — digamos, educação e ciência — e depois lista suas preferências de cargo em ordem. Pode concorrer a posições em diferentes órgãos dentro desse bloco. A banca classifica considerando desempenho e preferência.

Inventor

Qual órgão está oferecendo mais vagas?

Model

O Ministério da Gestão e Inovação lidera com 1.480 vagas. Depois vêm o Ministério do Trabalho com 900 e o IBGE com 895. Mas há órgãos pequenos oferecendo apenas 30 vagas.

Inventor

E se o candidato não passar na primeira fase?

Model

Fica fora. A prova objetiva de conhecimentos gerais é eliminatória. Quem avança enfrenta provas específicas e, dependendo do órgão, outras etapas como avaliação de títulos ou provas práticas.

Inventor

Isso muda fundamentalmente como as pessoas entram no serviço público federal?

Model

Muda bastante. Antes havia concursos dispersos, cada órgão com seu próprio processo. Agora é centralizado, padronizado, mais rápido. Se funcionar, pode virar modelo para todo o país.

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