Quando um regulador deixa o cargo e passa a organizar eventos patrocinados pelas mesmas empresas que fiscalizava, a linha entre o interesse público e o privado se torna perigosamente tênue. Moisés Moreira presidiu, na Anatel, os conselhos responsáveis por supervisionar contratos de R$ 430 milhões destinados à HM Tech e à Navegação Prates — e, após sua saída em 2024, essas mesmas empresas tornaram-se patrocinadoras da conferência Amazon On, criada por sua consultoria. O caso levanta questões antigas e persistentes sobre as portas giratórias entre o Estado e o mercado, e sobre o que significa, d