Empresário baiano é detido com 500kg de cocaína em operação internacional no Atlântico

Três indivíduos detidos e mantidos à disposição da Justiça espanhola; impacto potencial em redes de tráfico internacional.
Receber a droga em alto-mar dificultava a fiscalização
Estratégia usada por traficantes para evitar detecção nos portos europeus.

No vasto silêncio do Atlântico Sul, a 740 quilômetros das Ilhas Canárias, o encontro entre um veleiro carregado de meio milhar de quilos de cocaína e as autoridades de meia dúzia de nações revelou, uma vez mais, como o tráfico internacional de drogas se serve das imensidões oceânicas para escapar ao olhar humano. Entre os três tripulantes capturados em 18 de junho estava Marcelo Zollinger Filho, empresário baiano de família conhecida, cujo nome só veio a público uma semana depois. A operação, tecida em conjunto por Espanha, França, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos, Marrocos e Frontex, lembra que as fronteiras do crime não respeitam bandeiras — e que combatê-lo exige que as nações falem a mesma língua.

  • Um veleiro com quase meia tonelada de cocaína navegava por uma das rotas mais utilizadas pelo crime organizado para abastecer a Europa com drogas sul-americanas.
  • Neblina densa e mar agitado tornaram a abordagem perigosa e impediram o uso de aeronaves, exigindo que navios especializados de Espanha e França conduzissem a operação em condições adversas.
  • Três tripulantes — um empresário baiano, outro brasileiro e um cidadão marroquino — foram detidos e transferidos para Las Palmas, onde aguardam decisão da Justiça espanhola.
  • A investigação ainda busca rastrear a origem exata do carregamento e identificar os receptores europeus, que supostamente recolheriam a droga em alto-mar com lanchas rápidas antes da chegada ao continente.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não se pronunciou, e a defesa do empresário baiano não havia sido localizada até o fechamento da reportagem.

Na manhã de 18 de junho, em pleno Atlântico Sul, agentes espanhóis abordaram um veleiro que navegava a cerca de 740 quilômetros das Ilhas Canárias. Dentro da embarcação, escondidos em dezenas de fardos, estavam aproximadamente 500 quilos de cocaína. Entre os três tripulantes detidos estava Marcelo Zollinger Filho, empresário baiano e filho de um médico e empresário conhecido na Bahia — identidade que só veio a público uma semana após a captura.

A operação foi fruto de dias de vigilância coordenada no oceano. O Serviço de Vigilância Aduaneira da Espanha, a Guarda Civil e a Polícia Nacional atuaram com apoio do navio Petrel I e da embarcação francesa Jean Francois Deniau. O mar naquele dia não colaborava: neblina densa e ondas agitadas inviabilizaram o uso de aeronaves, tornando a abordagem ainda mais delicada. Ainda assim, os agentes localizaram a carga e detiveram os três tripulantes — Zollinger Filho, outro brasileiro e um cidadão marroquino —, levando-os ao porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias.

A interceptação integrou dois esforços internacionais simultâneos: a operação Pascal-Lino, entre Espanha e França, e a operação Azul, coordenada pela Polícia Judiciária de Portugal. Reino Unido, Estados Unidos, Marrocos e a agência Frontex também compartilharam informações decisivas para identificar e rastrear o veleiro.

Segundo os investigadores, a embarcação seguia uma rota clássica do tráfico marítimo: teria partido do Brasil e recebido a droga já em alto-mar, estratégia que dificulta a fiscalização. O plano, conforme as autoridades, previa que traficantes europeus recolhessem a carga com lanchas rápidas antes da chegada ao continente, evitando os portos. As investigações prosseguem para identificar a origem exata do carregamento e os receptores na Europa. Nem o Ministério das Relações Exteriores nem a defesa do empresário haviam se manifestado até o fechamento da reportagem.

No dia 18 de junho, em águas do Atlântico Sul, autoridades espanholas abordaram um veleiro que navegava a cerca de 740 quilômetros das Ilhas Canárias. A embarcação vinha carregada com aproximadamente 500 quilos de cocaína escondidos em seu interior. Entre os três tripulantes detidos estava Marcelo Zollinger Filho, empresário baiano cuja identidade só foi revelada publicamente uma semana depois.

A operação que levou à captura foi resultado de dias de vigilância coordenada no Atlântico. O Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária da Espanha, junto com a Guarda Civil e a Polícia Nacional, conduziram a abordagem com apoio do navio especial Petrel I e da embarcação francesa Jean Francois Deniau. As condições do mar naquele dia eram adversas — neblina densa e ondas agitadas impediram o uso de aeronaves, tornando a operação ainda mais complexa. Ainda assim, os agentes conseguiram localizar dezenas de fardos de cocaína distribuídos pela embarcação.

Zollinger Filho não estava sozinho. Um outro brasileiro e um cidadão marroquino também estavam a bordo. Os três foram transferidos para o navio da operação e levados ao porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde permaneceriam à disposição da Justiça espanhola. O empresário é filho de Marcelo Zollinger, médico e empresário conhecido.

A interceptação foi parte de um esforço internacional muito maior contra o tráfico marítimo de drogas. A ação integrou duas operações coordenadas: a Pascal-Lino, desenvolvida entre Espanha e França, e a Azul, coordenada pela Polícia Judiciária de Portugal através do Centro de Análise contra o Narcotráfico Marítimo no Atlântico. Além desses países, Reino Unido, Estados Unidos, Marrocos e a agência europeia Frontex compartilharam informações que ajudaram a identificar e rastrear o veleiro.

Segundo os investigadores, a embarcação navegava por uma das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para transportar cocaína da América do Sul até a Europa. A hipótese principal é que o veleiro tenha partido do Brasil e recebido a droga já em alto-mar — uma estratégia que dificulta significativamente a fiscalização. Traficantes europeus, conforme as autoridades, fariam a retirada da carga usando lanchas rápidas antes que a embarcação chegasse ao continente, evitando assim a detecção nos portos.

Após a apreensão, as investigações continuam em andamento. Os agentes trabalham para identificar tanto a origem exata do carregamento quanto os responsáveis por receber a droga em território europeu. O Ministério das Relações Exteriores foi procurado para comentar o caso, mas até a publicação da reportagem não havia manifestação oficial. A defesa de Marcelo Zollinger Filho também não havia sido localizada para responder sobre as acusações.

A embarcação navegava por uma das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para transportar cocaína da América do Sul até a Europa
— Autoridades espanholas
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um empresário baiano estaria envolvido em uma operação de tráfico dessa escala?

Model

Não sabemos ainda. O que a operação revelou é que ele estava a bordo de um veleiro carregado de cocaína. As investigações continuam para entender seu papel específico e as conexões dele com as redes de tráfico.

Inventor

Como autoridades de tantos países conseguem coordenar uma operação no meio do oceano?

Model

É uma questão de inteligência compartilhada. Espanha, França, Portugal e outros países monitoram as rotas conhecidas de tráfico. Quando identificam um alvo, trocam informações em tempo real. Neste caso, o veleiro foi vigiado por dias antes da abordagem.

Inventor

A estratégia de receber a droga em alto-mar é comum?

Model

Aparentemente sim. É exatamente por isso que essa rota é considerada uma das principais usadas por organizações criminosas. Receber a carga longe da costa reduz drasticamente o risco de detecção nos portos.

Inventor

O que acontece agora com os três detidos?

Model

Permanecem à disposição da Justiça espanhola. As investigações prosseguem para rastrear quem enviou a cocaína, quem a receberia na Europa e qual era a estrutura completa da operação.

Inventor

Por que a identidade de Zollinger só foi revelada uma semana depois?

Model

Não está claro no relato. Pode ter sido tempo necessário para confirmação de identidade ou procedimentos legais. Mas a demora em revelar quem estava a bordo é notável.

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