Em Portugal, a Polícia Judiciária recuperou esta semana um atrelado anteriormente apreendido em operações anti-droga — não num armazém de provas, mas nas mãos de um empreiteiro com ligações ao ex-diretor da PJ Luís Neves. O incidente coloca em causa algo mais profundo do que um lapso administrativo: interroga a integridade da cadeia de custódia que sustenta a credibilidade de todo o sistema de justiça criminal. Quando os bens confiscados circulam fora do controlo institucional, a fronteira entre quem aplica a lei e quem a contorna torna-se perigosamente ténue.