A relação entre o empreiteiro João dos Santos Carvalho e a cúpula da Polícia Judiciária portuguesa revela-se mais extensa do que se suspeitava: as obras realizadas na residência do diretor financeiro da PJ, Álvaro Pires, acrescentam um novo rosto a uma teia de interesses que já envolvia o ex-diretor Luís Neves. Quando uma instituição encarregue de investigar a corrupção se vê ela própria sob escrutínio por contratos questionáveis e favores cruzados, o que está em causa não é apenas a conduta de alguns indivíduos, mas a integridade do próprio estado de direito. A resposta do poder político — au