Uber lança quiosques para marcar viagens sem telemóvel

Um quiosque é tão visível quanto uma fila de táxis
A Uber usa quiosques físicos para competir com táxis tradicionais em aeroportos e hotéis.

Há momentos em que a tecnologia mais sofisticada falha precisamente quando mais precisamos dela — na chegada a um país estranho, com o telemóvel sem bateria e sem rede. A Uber reconheceu esta vulnerabilidade universal do viajante e respondeu com uma solução deliberadamente simples: quiosques físicos em aeroportos, hotéis e portos de cruzeiros que permitem reservar uma viagem com nada mais do que um destino e um cartão de crédito. O primeiro foi instalado no Terminal C do Aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque, e a expansão está prevista para os próximos meses — um sinal de que, por vezes, o progresso caminha de volta ao tangível.

  • Milhões de viajantes chegam diariamente a aeroportos com telemóveis descarregados ou sem dados internacionais, ficando reféns dos táxis tradicionais por falta de alternativa digital.
  • A Uber instalou o seu primeiro quiosque físico no Terminal C do Aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque, desafiando diretamente as filas de táxis nos pontos de maior vulnerabilidade do viajante.
  • O equipamento é deliberadamente simples: ecrã tátil, terminal de pagamento e impressão de recibo com os detalhes da reserva — sem aplicação, sem Wi-Fi, sem bateria necessária.
  • A estratégia visa também viajantes ocasionais e pessoas menos familiarizadas com tecnologia móvel, tornando o serviço mais inclusivo do que a aplicação alguma vez permitiu.
  • A expansão gradual para múltiplos aeroportos, hotéis e terminais de cruzeiros nos próximos meses sugere que a Uber está a redefinir os seus pontos de contacto com o mundo físico.

Quem já saiu de um avião com o telemóvel sem bateria e sem acesso a dados sabe o que é sentir a tecnologia falhar no pior momento possível. A Uber decidiu enfrentar esse cenário diretamente, criando quiosques físicos para terminais de aeroportos, hotéis e portos de cruzeiros — lugares onde os viajantes estão mais expostos e mais dispostos a aceitar a primeira solução que encontram.

O funcionamento é simples por design: um ecrã tátil, um terminal de pagamento, a introdução do destino e a escolha do tipo de viagem. O quiosque imprime um recibo com os detalhes da reserva e o carro aguarda no mesmo local. O primeiro equipamento foi instalado no Terminal C do Aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque, com expansão confirmada para outros aeroportos e terminais nos próximos meses.

Para a Uber, a iniciativa vai além da conveniência. É uma forma de competir com os táxis tradicionais nos pontos de chegada, onde a visibilidade e a acessibilidade valem tanto quanto qualquer aplicação. E resolve um problema real de inclusão: nem todos os viajantes têm dados internacionais, bateria suficiente ou familiaridade com aplicações móveis.

O que torna a iniciativa reveladora não é a tecnologia que usa — é a admissão implícita de que a aplicação móvel nunca foi uma solução verdadeiramente universal. Há situações em que o mundo físico ainda ganha, e a Uber está, finalmente, a construir uma ponte para essas situações.

Quem viaja internacionalmente conhece bem o cenário: sai do avião com o telemóvel descarregado, sem sinal de Wi-Fi, sem plano de dados no país onde acabou de chegar. A Uber decidiu resolver este problema específico — aquele momento de desespero no aeroporto quando a aplicação deixa de ser uma opção — e criou uma solução física para o mundo digital.

A empresa está a implementar quiosques próprios em terminais de aeroportos, hotéis e portos de cruzeiros. Não são máquinas complicadas. Um ecrã tátil, um terminal de pagamento, e o utilizador introduz o destino e escolhe o tipo de viagem que pretende. Depois de confirmar, o quiosque imprime um recibo com os detalhes da reserva. O carro aparece no mesmo local onde está o quiosque.

O primeiro destes equipamentos foi colocado no Terminal C do Aeroporto de LaGuardia, em Nova Iorque. A Uber já confirmou que planeia expandir gradualmente para outros aeroportos, hotéis e terminais de cruzeiros nos próximos meses. A estratégia é clara: tornar o serviço acessível mesmo quando o telemóvel não é uma opção viável.

Para a Uber, isto representa mais do que conveniência. É uma forma de competir diretamente com os táxis tradicionais nos pontos de chegada — aqueles lugares onde os viajantes estão mais vulneráveis e dispostos a pagar pela primeira solução que encontram. Um quiosque num aeroporto é tão visível e acessível quanto uma fila de táxis, talvez mais. E não requer que o passageiro tenha tecnologia consigo além de um cartão de crédito.

A solução também resolve um problema real de inclusão. Nem toda a gente tem um telemóvel com bateria, nem toda a gente tem dados internacionais contratados, nem toda a gente consegue ligar-se a uma rede Wi-Fi instável num terminal. Para viajantes ocasionais ou para pessoas menos familiarizadas com aplicações, um quiosque é uma alternativa tangível e compreensível.

O que torna isto interessante não é a tecnologia em si — é a admissão de que a aplicação móvel, apesar de toda a sua conveniência, não é a solução universal que a Uber gostaria que fosse. Há situações em que o mundo físico ainda ganha. E em vez de ignorar essas situações, a empresa está a construir uma ponte entre elas.

A Uber acredita que esta solução pode ajudar a competir melhor com os táxis tradicionais, tornando o serviço mais acessível e prático em aeroportos e hotéis
— Engadget, citando a estratégia da Uber
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Porque é que a Uber sente necessidade de criar quiosques físicos agora? Não é contraditório para uma empresa que construiu o seu negócio inteiramente em torno da aplicação móvel?

Model

Não é contraditório — é pragmatismo. A Uber percebeu que há um segmento de utilizadores que não consegue usar a app em momentos críticos. Aeroportos internacionais são pontos de chegada onde as pessoas estão mais vulneráveis e dispostas a pagar. Se a Uber não estiver lá, um táxi está.

Inventor

Mas isto não é um passo atrás? Regressar ao modelo físico, ao quiosque, quando tudo aponta para a digitalização?

Model

É um passo ao lado, não atrás. A Uber não está a abandonar a app. Está a reconhecer que a app não funciona para toda a gente em todo o lado. Um quiosque é um complemento, não uma substituição. E é também uma forma de estar presente em locais onde a concorrência tradicional — os táxis — é forte.

Inventor

Quem é que realmente vai usar isto? Parece-me que a maioria das pessoas tem telemóvel.

Model

Verdade, mas pensa em situações específicas: bateria descarregada, sem dados internacionais, Wi-Fi fraco, ou simplesmente alguém que não se sente confortável com aplicações. Num aeroporto internacional, isso é mais comum do que parece. E há também turistas ocasionais que não querem descarregar a app só para uma viagem.

Inventor

A Uber está realmente a competir com táxis, ou está a criar uma nova categoria?

Model

Ambas as coisas. Está a oferecer uma alternativa aos táxis em locais onde os táxis dominam — aeroportos, hotéis, portos. Mas também está a criar um novo ponto de contacto com o cliente. Um quiosque é marketing, é presença, é acessibilidade. É dizer: a Uber está aqui, mesmo que o teu telemóvel não esteja.

Contáctanos FAQ