Eletrolar Show cresce 30% e aposta em IA, casas inteligentes e robótica

O mercado caminha para uma integração cada vez maior entre tecnologia e consumo
Explicação de Clur sobre por que a feira precisava expandir seu escopo além de eletrodomésticos.

Em São Paulo, a Eletrolar Show 2026 revelou que o comércio de eletrodomésticos já não cabe em si mesmo: crescendo 30% em expositores e projetando R$ 2 bilhões em movimentação, a feira se reinventou como plataforma multissetorial onde inteligência artificial, automação residencial e robótica convergem sob o mesmo teto. É o sinal de uma era em que a fronteira entre o lar, a tecnologia e a infraestrutura urbana se dissolve — e o mercado brasileiro escolhe ser protagonista dessa dissolução.

  • Com 5 mil marcas, 40 mil profissionais e 100 mil m² ocupados no Anhembi, a feira atingiu uma escala sem precedentes em sua história.
  • A transformação não é apenas de tamanho: o evento migrou de um salão de eletrodomésticos para um encontro multissetorial que une IA, mobilidade, IoT e automação residencial.
  • A Arena Robot Park concentra a tensão mais simbólica da edição — robôs humanoides jogando futebol enquanto o setor anuncia a criação da primeira liga nacional de robótica do Brasil.
  • A parceria com a AI Brasil sinaliza uma aposta estratégica no desenvolvimento de tecnologias autônomas brasileiras, posicionando a feira como catalisadora de um novo ecossistema tecnológico nacional.
  • O evento caminha para consolidar R$ 2 bilhões em negócios, indicando que a convergência entre consumo doméstico e inovação tecnológica já encontrou seu mercado.

A Eletrolar Show abriu suas portas em São Paulo com uma transformação que vai muito além dos números. Carlos Clur, fundador e CEO do Grupo Eletrolar, anunciou a maior edição da história da feira — 30% mais expositores que o ano anterior, cinco mil marcas espalhadas por cem mil metros quadrados do Anhembi e quarenta mil profissionais circulando por um espaço que projeta movimentar cerca de dois bilhões de reais.

Mas o que realmente define a edição de 2026 é o escopo do que está em exibição. Clur explicou que o mercado caminha para uma integração crescente entre tecnologia, mobilidade, infraestrutura e consumo doméstico — e que reunir tudo isso em um único evento passou a fazer sentido. Conectividade, automação residencial, inteligência artificial e Internet das Coisas deixaram de ser segmentos paralelos para se tornarem faces de um mesmo movimento.

O símbolo mais vívido dessa virada é a Arena Robot Park, onde robôs humanoides disputam partidas de futebol diante dos visitantes. Desenvolvida em parceria com a AI Brasil, a arena não é apenas um atrativo: ela marca o lançamento da primeira liga nacional de robótica do país. Para Clur, o espaço funciona como um conector entre o público e as tecnologias que vão redesenhar a sociedade — transformando a feira, ela mesma, em catalisadora de um novo ecossistema tecnológico brasileiro.

A Eletrolar Show abriu suas portas na segunda-feira com uma transformação completa em relação ao que era duas décadas atrás. O que começou como um evento dedicado a eletrodomésticos evoluiu para algo muito maior: uma plataforma que reúne tecnologia, mobilidade, automação e inteligência artificial sob um mesmo teto. Carlos Clur, fundador e CEO do Grupo Eletrolar, anunciou durante a abertura que esta seria a maior edição da história da feira, com 30% mais expositores que o ano anterior.

Os números refletem essa expansão. Mais de cinco mil marcas estão presentes no evento, que ocupa cem mil metros quadrados do Distrito Anhembi, em São Paulo. Quarenta mil profissionais do mercado circulam pelo espaço, e as movimentações financeiras devem chegar a aproximadamente dois bilhões de reais. A escala é impressionante, mas o que realmente marca a edição de 2026 é o escopo do que está sendo apresentado.

Clur explicou a lógica por trás dessa mudança de direção. O mercado, segundo ele, caminha para uma integração cada vez maior entre tecnologia, mobilidade, infraestrutura e consumo doméstico. Aquilo que antes estava disperso em diferentes eventos e segmentos agora faz sentido estar junto. A feira se posiciona como um encontro multissetorial do varejo, refletindo essa convergência. As soluções em destaque incluem conectividade, automação residencial, inteligência artificial e mobilidade — casas que integram equipamentos domésticos a sistemas baseados em IA, tecnologias de conectividade veicular e a chamada Internet das Coisas.

Um dos destaques mais visíveis da edição é a Arena Robot Park, um espaço dedicado à robótica, inteligência artificial e tecnologias autônomas. Ali, robôs humanoides competem em partidas de futebol, oferecendo aos visitantes uma experiência tangível das tecnologias que estão sendo desenvolvidas. O projeto nasceu em parceria com a AI Brasil, uma organização focada no fortalecimento do ecossistema brasileiro de inteligência artificial.

Mas a Arena Robot Park é mais que um atrativo visual. Ela marca o início de um movimento maior: a criação da primeira liga nacional de robótica no Brasil. Clur descreveu o espaço como um conector entre visitantes e as tecnologias que transformarão o futuro da sociedade, sinalizando uma aposta clara do setor no desenvolvimento de tecnologias autônomas brasileiras. A feira, portanto, não apenas apresenta inovações — ela também funciona como catalisadora de um novo segmento tecnológico no país.

Esta será a nossa maior edição da história
— Carlos Clur, CEO e fundador do Grupo Eletrolar
O mercado caminha para uma integração cada vez maior entre tecnologia, mobilidade, infraestrutura e consumo doméstico
— Carlos Clur
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que uma feira de eletrodomésticos precisava se reinventar dessa forma?

Model

Porque o mercado mudou. Não faz mais sentido separar a geladeira do sistema de automação da casa, ou o carro do ecossistema de conectividade. Tudo está conectado agora.

Inventor

E isso justifica ocupar cem mil metros quadrados?

Model

Justifica quando você tem cinco mil marcas querendo estar no mesmo lugar. A escala atrai mais gente, mais negócios, mais visibilidade para quem está expondo.

Inventor

Qual é o risco de tentar ser tudo ao mesmo tempo?

Model

Perder a identidade. Mas Clur parece estar apostando que a identidade agora é justamente essa integração — ser o lugar onde a tecnologia do futuro próximo se encontra.

Inventor

E a Arena Robot Park? Isso é marketing ou é realmente importante?

Model

É ambos. Visualmente é atrativo, mas também é um sinal sério. Eles estão ajudando a criar a primeira liga nacional de robótica. Isso não é apenas um show.

Inventor

Dois bilhões em movimentações — é muito dinheiro?

Model

Para uma feira, é significativo. Mostra que o mercado está apostando nessas tecnologias, que há demanda real, não apenas curiosidade.

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