Pela primeira vez desde antes da pandemia, o mercado automotivo brasileiro experimenta uma deflação real nos preços de veículos novos — não por crise de demanda, mas por uma reconfiguração competitiva provocada pela entrada de montadoras chinesas. A pressão vinda do Oriente obrigou fabricantes tradicionais a ampliar descontos, melhorar condições e enriquecer equipamentos, reduzindo o desembolso efetivo do consumidor em cerca de R$ 5,6 mil por veículo. É um daqueles momentos em que a chegada de um novo jogador reescreve as regras que todos os outros haviam aceitado como permanentes.