Estamos focados em ganhar o próximo jogo, não em olhar números
No pavilhão João Rocha, o Benfica impôs-se ao Sporting por 5-2 e passou a liderar a final do Campeonato Nacional de hóquei em patins por 2-0, ficando a apenas uma vitória do título. O treinador Edu Castro, porém, recusa deixar-se embalar pela vantagem: para ele, cada triunfo é apenas um degrau numa escada que ainda não chegou ao cimo. Nesta filosofia de contenção e foco coletivo, Castro revela algo mais profundo do que tática — revela o carácter com que pretende moldar o seu Benfica.
- O Benfica venceu os dois primeiros jogos da final e está a uma vitória de reconquistar o título nacional de hóquei em patins.
- Zé Miranda marcou um hat trick no João Rocha, mas o treinador Edu Castro recusou destacá-lo individualmente, insistindo no mérito coletivo da equipa.
- Castro alerta que o Sporting tem um plantel mais extenso e merece respeito, impedindo qualquer sensação prematura de missão cumprida.
- O terceiro jogo está marcado para sábado na Luz, onde o Benfica pode selar o título em casa, mas o técnico mantém o foco exclusivamente no próximo passo.
O Benfica está a uma vitória de reconquistar o título nacional de hóquei em patins. Depois de vencer o Sporting por 3-2 na Luz, os encarnados repetiram a dose no Pavilhão João Rocha com uma goleada por 5-2, assumindo uma vantagem de 2-0 na final do play-off. Apesar do controlo da série, o treinador espanhol Edu Castro recusa qualquer celebração antecipada.
Na conferência de imprensa, Castro teve oportunidade de enaltecer Zé Miranda, autor de um hat trick, mas preferiu falar da equipa como um todo. «Há jogadores que fazem jogos memoráveis, mas eu prefiro referir-me à equipa, que fez um jogo memorável», afirmou, deixando claro onde residem as suas prioridades. Quando pressionado sobre o contributo do jovem avançado, reconheceu o óbvio, mas voltou imediatamente ao coletivo — todos os onze jogadores tiveram uma noite de excelência.
Esta postura revela a mentalidade que Castro procura construir no Benfica. Com o título ao alcance, seria tentador olhar para trás e celebrar. O técnico faz o oposto: afasta qualquer sensação de missão cumprida e redireciona a atenção para o próximo jogo. «Só faz sentido olhar para os números quando acabar a época», disse, com a frieza de quem sabe que uma série de play-off pode mudar rapidamente.
O Sporting, sublinha Castro, não deve ser subestimado — tem um plantel mais extenso e merece respeito. O terceiro jogo está marcado para sábado na Luz, onde o Benfica pode finalmente selar a reconquista do título nacional perante os seus adeptos.
O Benfica está a uma vitória de reconquistar o título nacional de hóquei em patins. Depois de vencer o Sporting por 3-2 na Luz e por 5-2 no Pavilhão João Rocha, os encarnados lideram a final do play-off do Campeonato Nacional com uma vantagem confortável de 2-0 nos jogos. Mas Edu Castro, o treinador espanhol, recusa celebrar antecipadamente. Mesmo com o controlo da série, mantém o olhar fixo apenas no próximo encontro, como se os dois triunfos anteriores fossem apenas um passo numa jornada que ainda não terminou.
Na coletiva de imprensa após a goleada no João Rocha, Castro teve oportunidade de destacar Zé Miranda, o avançado que marcou um hat trick na noite. Recusou. O técnico preferiu falar da equipa como um todo, de uma exibição que descreveu como memorável não por causa de um jogador, mas porque todos os onze que entraram em campo fizeram o que tinham de fazer. «Há jogadores que fazem jogos memoráveis, mas eu prefiro referir-me à equipa, como um todo, que fez um jogo memorável», disse, estabelecendo desde o início qual era a sua prioridade.
Quando pressionado sobre Miranda e a importância do seu contributo, Castro reconheceu o óbvio — o jovem avançado fez o jogo que tinha de fazer — mas voltou imediatamente ao coletivo. Todos os jogadores tiveram uma noite memorável, insistiu. O que o treinador quis sublinhar era a qualidade da primeira parte, a forma como a equipa se comportou na segunda metade, a consistência do desempenho. Não era sobre um homem. Era sobre onze.
Esta recusa em individualizar revela algo sobre a mentalidade que Castro está a tentar construir no Benfica. Com a final praticamente decidida — faltam apenas três jogos, e o Benfica pode conquistar o título já no terceiro, em casa — seria fácil relaxar, celebrar, olhar para trás. Castro faz o oposto. Afasta qualquer sensação de missão cumprida e redireciona toda a atenção para o que vem a seguir. «Estamos focados em ganhar o próximo jogo. Só faz sentido olhar para os números quando acabar a época, não a meio», afirmou, com a frieza de quem sabe que uma série de play-off pode mudar rapidamente.
O técnico também não subestima o Sporting. Apesar da vantagem conquistada, reconhece que o rival é bom, que tem um plantel mais extenso que o do Benfica, que merece respeito. A mensagem é clara: há trabalho a fazer, há lições a tirar dos dois primeiros jogos, há coisas que correram bem e que precisam ser repetidas, e há coisas que podem melhorar. Tudo isto antes do terceiro jogo, marcado para o próximo sábado na Luz, onde o Benfica pode finalmente selar a reconquista do título nacional.
Notable Quotes
Há jogadores que fazem jogos memoráveis, mas eu prefiro referir-me à equipa, como um todo, que fez um jogo memorável— Edu Castro, treinador do Benfica
Estamos focados em ganhar o próximo jogo. Só faz sentido olhar para os números quando acabar a época, não a meio— Edu Castro
The Hearth Conversation Another angle on the story
Porque é que Castro recusou falar de Zé Miranda, sendo que o jogador marcou três golos?
Porque neste momento, para Castro, o que importa é a estrutura coletiva. Um hat trick é importante, mas se a equipa não funciona como um todo, um jogador sozinho não ganha finais.
Mas não é estranho um treinador não reconhecer individualmente um desempenho excepcional?
Não, se o objetivo é construir uma mentalidade de grupo. Castro está a dizer que ninguém é indispensável, que todos têm de estar ao mesmo nível. É uma mensagem política, também.
A vantagem de 2-0 na série não deveria permitir alguma celebração?
Castro não quer celebrações. Quer foco. Viu muitas séries viradas, provavelmente. Duas vitórias não são um título.
O que o preocupa mais neste momento?
O Sporting. Disse que têm um plantel mais extenso. Castro está a preparar a equipa para sofrer, para lutar. Não está a contar com a vitória.
E se o Benfica perder o próximo jogo?
Muda tudo. A série volta ao zero psicológico. Por isso é que Castro não quer que ninguém pense que já ganhou.