No coração institucional do Brasil, o Supremo Tribunal Federal tornou-se palco de uma negociação que vai além dos números: o destino do Banco de Brasília revela as tensões entre entes federativos, a desconfiança entre o sistema financeiro e o poder público, e a dificuldade de construir garantias sólidas quando a palavra empenhada não basta. Um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC poderia salvar o banco, mas o acordo exige uma confiança que, por ora, nenhuma das partes consegue oferecer plenamente à outra.