Em meio à corrida eleitoral que se desenha no horizonte brasileiro, o ministro da Fazenda Dario Durigan assumiu o papel de principal interlocutor econômico do governo Lula contra Flávio Bolsonaro, transformando o debate fiscal em campo de disputa política. Suas críticas — que vão da desregulação financeira do governo anterior à influência da guerra no Oriente Médio sobre a inflação doméstica — revelam uma estratégia de antecipar o confronto antes mesmo que as urnas sejam abertas. É o eterno dilema das democracias: governar e, ao mesmo tempo, justificar o que foi governado.