No Rio de Janeiro, o crime organizado transformou drones comerciais em plataformas de guerra urbana, equipando-os com granadas caseiras para disputar territórios entre facções. O que antes era conflito terrestre ganhou uma dimensão aérea que agora ameaça não apenas moradores de comunidades disputadas, mas também aeronaves civis que operam no Aeroporto de Jacarepaguá — onde o espaço aéreo sensível e o corredor de aproximação se sobrepõem às rotas dos drones armados. A tecnologia, legal e acessível, tornou-se instrumento de poder onde nenhuma regulação alcança.
Drones com granadas do crime cruzam rotas de helicópteros em Jacarepaguá
Um homem foi atingido por estilhaços de granada lançada por drone; população em áreas disputadas vive com medo de ataques aéreos.