No Rio de Janeiro, uma tecnologia civil de uso cotidiano foi convertida em arma de guerra urbana: drones carregados com explosivos cruzam as mesmas rotas aéreas usadas por helicópteros no Aeroporto de Jacarepaguá, enquanto facções criminosas estruturam escolas de operação e redesenham a própria arquitetura das comunidades para escapar de ataques rivais e do olhar do Estado. O que começou como um episódio isolado em 2023 tornou-se, em menos de três anos, uma escalada sistemática que ameaça tanto a segurança aérea quanto a capacidade das autoridades de monitorar o território.
Drones com explosivos cruzam rotas de helicópteros e ameaçam segurança aérea no Rio
Estilhaços de explosão atingiram a perna de um homem durante ataque com drone em Curicica; risco potencial de vítimas em colisões aéreas com aeronaves comerciais.