Durante séculos, o sono foi celebrado como restaurador da mente e do corpo — mas a ciência começa a revelar que, como tantos bens humanos, ele exige medida. Um estudo publicado na revista Alzheimer's & Dementia acompanhou mais de dois mil idosos e encontrou uma associação entre longos períodos de sono e níveis elevados de proteína tau, marcador do Alzheimer, lançando uma sombra de dúvida sobre a crença de que dormir mais é sempre benéfico. A descoberta não estabelece causa, mas convida à reflexão: o sono excessivo pode ser um sinal precoce de que algo muda silenciosamente no cérebro que envelh