Há séculos que o sono é celebrado como restaurador da mente e do corpo, mas a ciência continua a revelar que, como tantas coisas na vida humana, o excesso pode ser tão problemático quanto a escassez. Um novo estudo publicado na revista Alzheimer's & Dementia observou 2.410 pessoas com mais de 65 anos e encontrou níveis elevados de proteína tau — um marcador associado ao Alzheimer — naquelas que dormem regularmente oito horas ou mais. A descoberta não prova causalidade, mas convida-nos a repensar a ideia de que recuperar sono nas férias é sempre um bem sem consequências.