Há milênios, crianças adormeceram ao lado de seus cuidadores — e a neurociência começa a revelar por que esse gesto antigo carrega uma sabedoria profunda. A educadora e pesquisadora Tania García explica que o coleito não é apenas conforto: é biologia, com redução de cortisol, aumento de oxitocina e sincronização fisiológica entre corpos que dormem juntos. Num tempo em que técnicas e cronogramas dominam o debate sobre sono infantil, a ciência devolve a palavra à presença.