O Rio de Janeiro carrega o peso de décadas de desequilíbrio fiscal: vinte e seis bilhões de reais em dívidas com bancos somam-se a um passivo histórico com a União que já consumiu quarenta e sete bilhões em pagamentos federais desde 2016. Em Brasília, o governador em exercício Ricardo Couto sentou-se com o ministro da Fazenda para tentar converter esse fardo em algo respirável — juros menores, prazos mais longos, e a esperança de que o estado possa, enfim, voltar a investir no cotidiano de seus cidadãos. A negociação não é apenas técnica: é um teste sobre se governos endividados conseguem reco