Em um momento em que o Brasil busca afirmar sua soberania regulatória sobre plataformas digitais, o Discord apresentou à ANPD um documento que coloca em xeque tanto a viabilidade técnica quanto a legitimidade jurídica da ordem de suspensão de transmissões ao vivo. A empresa reconhece a autoridade do Estado, mas argumenta que três dias úteis não bastam para reconfigurar uma infraestrutura global — e que a própria agência pode estar ultrapassando os limites que a lei lhe confere. O impasse revela uma tensão mais ampla: a distância entre o tempo das instituições e o tempo das tecnologias, e entre