Enquanto o ministro Fernando Alexandre assegurava no parlamento que as notas dos exames nacionais do ensino secundário estariam disponíveis na sexta-feira à tarde, os diretores das escolas permaneciam sem qualquer comunicação oficial do ministério. Esta desconexão entre o que é prometido nas esferas do poder e o que efectivamente chega às instituições revela uma tensão antiga nas democracias modernas: a distância entre a palavra pública e a coordenação administrativa real. O episódio levanta uma questão que transcende o calendário escolar — quem é verdadeiramente responsável por garantir que a