Num tempo em que as ferramentas de inteligência artificial tornam cada vez mais difusa a fronteira entre o pensamento próprio e o pensamento gerado, a Dinamarca responde com uma aposta antiga: o diálogo. A partir deste ano letivo, dezenas de milhares de estudantes do ensino secundário terão de defender oralmente os seus trabalhos escritos, num gesto que reafirma que compreender é diferente de produzir. O governo dinamarquês não procura apenas travar a batota — procura preservar o ato de pensar como algo insubstituível.