Jamie Dimon, o arquiteto financeiro à frente do maior banco do mundo, ergue a voz não para anunciar uma catástrofe iminente, mas para nomear um silêncio perigoso: o mercado, em sua leitura, dorme enquanto tensões geopolíticas e desequilíbrios fiscais se acumulam nas sombras. Aos preços de hoje, ele próprio recusaria tanto ações quanto títulos longos do Tesouro americano — um gesto raro de quem conhece o peso das palavras que pronuncia. A história dos anos 1970 permanece viva em sua memória como advertência de que inflações e juros podem surpreender com brutalidade, e que governos costumam agir