O vírus não espera por prioridades
Com a chegada do inverno ao sul do Brasil, Curitiba abre a vacinação contra a gripe para toda a população acima de seis meses a partir de 29 de junho, reconhecendo que a proteção coletiva não pode aguardar apenas os mais vulneráveis. A decisão, respaldada por deliberação estadual, responde a coberturas vacinais ainda incompletas — 47% nos grupos prioritários do Paraná — e ao ritmo natural das estações, que intensifica a circulação do vírus influenza. É um gesto de saúde pública que convida a cidade inteira a participar de uma defesa que começa no indivíduo e se estende à comunidade.
- Com o outono avançando e o inverno à porta, o vírus influenza circula com crescente intensidade no sul do Brasil, pressionando o sistema de saúde a agir antes que os casos se multipliquem.
- A cobertura vacinal nos grupos prioritários do Paraná parou em 47%, com crianças de seis meses a cinco anos atingindo apenas 38% — um sinal de que a campanha focada não foi suficiente para alcançar todos os que mais precisam.
- A Comissão Intergestores Bipartite autorizou a expansão da vacinação para toda a população curitibana, mantendo a prioridade para idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas.
- A partir de segunda-feira, as 109 unidades básicas de saúde de Curitiba abrem suas portas para qualquer morador com documento de identificação — bastam 15 dias após a dose para a imunidade completa se estabelecer.
A partir de 29 de junho, Curitiba amplia sua campanha de vacinação contra a gripe para toda a população com seis meses de idade ou mais. A decisão foi tomada pela Comissão Intergestores Bipartite e formalizada pela deliberação nº 273/2026, assinada pelo secretário estadual de Saúde César Neves. O movimento reconhece a sazonalidade do vírus influenza, que circula com mais força durante o outono e o inverno no sul do país.
A expansão chega em um momento de cobertura vacinal ainda insatisfatória: no Paraná, apenas 47% dos grupos prioritários foram imunizados até agora. Em Curitiba, o índice é ligeiramente maior, 48%, mas as disparidades internas são reveladoras — gestantes chegaram a 59%, idosos a 50%, enquanto crianças de seis meses a cinco anos ficaram em apenas 38%.
A secretária Municipal da Saúde, Tatiane Filipak, justificou a abertura da vacinação ao público geral destacando o período de maior amplitude térmica e circulação de vírus respiratórios. Ela reforçou que os grupos vulneráveis — crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas e com deficiência permanente — seguem como prioridade, pois correm risco maior de desenvolver casos graves, incluindo internação e morte.
A vacinação acontecerá nas 109 unidades básicas de saúde da cidade, com exceção da Unidade Ouvidor Pardinho, que não atende crianças. É necessário ser morador de Curitiba e apresentar documento com foto. A vacina do SUS é trivalente, protegendo contra influenza B, H1N1 e H3N2, e leva cerca de 15 dias para conferir imunidade plena. A visita à unidade também pode ser aproveitada para atualizar outras vacinas em atraso.
A partir de segunda-feira, 29 de junho, qualquer pessoa com seis meses de idade ou mais poderá se vacinar contra a gripe em Curitiba. A decisão, tomada pela Comissão Intergestores Bipartite — o principal espaço de negociação entre gestores estaduais e municipais do sistema público de saúde — amplia uma campanha que até agora havia se concentrado em grupos considerados de maior risco.
A mudança chega no momento em que o outono e o inverno se aproximam no sul do Brasil, período em que o vírus da influenza circula com mais intensidade. A deliberação nº 273/2026, assinada pelo secretário de Estado da Saúde César Neves, reconhece essa sazonalidade e autoriza a expansão da vacinação para toda a população, mantendo simultaneamente o foco nos públicos prioritários. A estratégia nacional de vacinação do Ministério da Saúde, que priorizava grupos vulneráveis, ocorreu entre 28 de março e 30 de maio deste ano.
Até o momento, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários no Paraná alcançou 47%. Em Curitiba especificamente, o índice é ligeiramente superior: 48%. Mas há variações significativas dentro desses números. Idosos atingiram 50% de cobertura, crianças de seis meses a cinco anos ficaram em 38%, e gestantes chegaram a 59%. Esses números revelam que mesmo entre os públicos considerados mais vulneráveis, ainda há espaço considerável para ampliar a proteção.
Tatiane Filipak, secretária Municipal da Saúde, explicou o raciocínio por trás da expansão. "Estamos entrando no período de maior amplitude térmica e de circulação dos vírus respiratórios", disse ela, reforçando que a vacina permanece a melhor estratégia para evitar adoecimento. Ela também sublinhou a importância de os grupos prioritários continuarem buscando imunização, lembrando que essas populações — crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas e pessoas com deficiência permanente — correm risco maior de desenvolver casos graves de gripe, incluindo internação e morte.
A vacinação ocorrerá em todas as 109 unidades básicas de saúde da cidade. Para se vacinar, é necessário ser morador de Curitiba e apresentar documento de identificação com foto. Pessoas com doenças febris devem esperar a recuperação antes de receber a dose. A única exceção é a Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, no Centro, que não vacina crianças; todas as demais unidades atendem todos os públicos. A prefeitura recomenda que as pessoas cheguem com pelo menos 15 minutos de antecedência antes do horário de fechamento da unidade.
A vacina oferecida pelo SUS é trivalente, protegendo contra três cepas: influenza B, influenza A H1N1 e influenza A H3N2. Após a aplicação, leva aproximadamente 15 dias para conferir imunidade completa. Não é recomendada para menores de seis meses e é contraindicada para pessoas que tiveram reação anafilática grave em vacinações anteriores. Quem se dirigir às unidades de saúde também pode aproveitar para atualizar outras vacinas em atraso.
Citações Notáveis
Estamos entrando no período de maior amplitude térmica e de circulação dos vírus respiratórios. A vacina é a melhor estratégia para evitar o adoecimento.— Tatiane Filipak, secretária Municipal da Saúde de Curitiba
A definição dos públicos prioritários leva em consideração as pessoas mais suscetíveis aos vírus influenza, que podem desenvolver casos graves, inclusive com necessidade de internação e risco de morte.— Tatiane Filipak, secretária Municipal da Saúde de Curitiba
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a cidade decidiu abrir a vacinação para todos agora, se a campanha prioritária ainda não terminou?
Porque estamos entrando no período do ano em que o vírus circula mais intensamente. A cobertura dos grupos de risco ainda está baixa — 48% em Curitiba — mas não dá para esperar mais. O outono e inverno já estão chegando.
Mas isso não dilui o esforço nos grupos que realmente precisam?
Não necessariamente. A secretária foi clara: continuam mantendo a prioridade nesses públicos. O que muda é que agora qualquer um pode se vacinar também. É uma expansão, não uma substituição.
Esses números de cobertura — 38% em crianças pequenas, 50% em idosos — parecem baixos. O que explica isso?
Pode ser acesso, pode ser hesitação, pode ser falta de informação. Mas o ponto é que mesmo entre os grupos prioritários, muita gente ainda não se protegeu. Abrir para todos é reconhecer que o vírus não espera por prioridades.
Quanto tempo leva para a vacina funcionar?
Quinze dias. Então quem se vacina segunda-feira só tem proteção completa no meio de julho. É por isso que a urgência faz sentido — quanto antes as pessoas se imunizarem, melhor.
E se alguém estiver resfriado? Pode tomar?
Não. Tem que esperar passar a febre. A orientação é clara: só quem está bem de saúde recebe a dose.