Há doenças que avançam em silêncio, corroendo o fígado enquanto a vida segue aparentemente normal. Em Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Saúde levou essa verdade a um abrigo que acolhe migrantes e pessoas em situação de rua — populações que, historicamente, ficam à margem das campanhas de saúde pública. A iniciativa reconhece que o diagnóstico precoce das hepatites B e C não é privilégio, mas direito, e que aproximar o sistema de saúde de quem enfrenta mais barreiras é, em si, um ato de justiça.
Diagnóstico precoce de hepatites virais é essencial; doenças podem permanecer silenciosas por anos
Populações vulneráveis, incluindo pessoas em situação de rua e migrantes, enfrentam maior risco de infecção por hepatites virais e barreiras para acesso a diagnóstico e tratamento.