O Brasil foi, por décadas, um símbolo mundial de como a sociedade civil e o Estado podem se unir para enfrentar uma epidemia com dignidade e justiça. Um estudo da Fundação Getulio Vargas revela, porém, que esse legado está em risco: o ativismo anti-Aids perdeu sua força política à medida que a epidemia mudou de rosto, as organizações se burocratizaram e o discurso biomédico do 'fim da Aids' obscureceu as desigualdades que continuam alimentando a doença. O que está em jogo não é apenas uma causa de saúde pública, mas a memória de que problemas coletivos exigem respostas coletivas e politicament