Desaba hotel com 140 deportados pelos EUA horas após chegada à Venezuela

Aproximadamente 135 deportados morreram no colapso do hotel; pelo menos 7 crianças entre as vítimas. Familiares seguem sem informações sobre paradeiro de imigrantes.
Apenas doze pessoas saíram vivas dos escombros
De cento e quarenta e sete deportados que chegaram a Caracas horas antes dos terremotos que devastaram La Guaira.

Cento e quarenta e sete pessoas deportadas pelos Estados Unidos pousaram em Caracas com poucas horas de antecedência antes de dois terremotos devastadores sacudirem o litoral venezuelano. Abrigadas num hotel em La Guaira, viram o edifício desabar sobre elas — e apenas doze sobreviveram. O episódio condensa, numa única tragédia, as fraturas da deportação em massa, a vulnerabilidade dos sem-lugar e a brutalidade indiferente dos desastres naturais.

  • Deportados chegaram sem destino definido e foram levados a um hotel que desabaria horas depois durante terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 — uma sequência de decisões que transformou uma deportação em sentença.
  • Aproximadamente 135 pessoas morreram nos escombros do Hotel Sanitário La Llanada, entre elas pelo menos sete crianças, enquanto familiares aguardam informações que as autoridades venezuelanas ainda se recusam a fornecer.
  • La Guaira tornou-se epicentro de uma operação de resgate com equipes de 17 países, mas o tempo trabalha contra os sobreviventes — especialistas alertam que as chances de encontrar pessoas vivas caem drasticamente após 72 horas.
  • O número de mortos na Venezuela já ultrapassa 1.719, com dezenas de milhares desaparecidos e mais de 12 mil desabrigados, enquanto a ONU projeta perdas equivalentes a 6% do PIB do país.
  • O silêncio do governo venezuelano sobre a lista de vítimas deixa famílias suspensas entre a esperança e o luto, sem nomes, sem confirmações, sem despedida.

Cento e quarenta e sete venezuelanos deportados pelos Estados Unidos desembarcaram em Caracas na semana passada. Seis horas depois, a terra tremeu. As autoridades os levaram ao Hotel Sanitário La Llanada, em La Guaira, cidade portuária a quarenta quilômetros da capital. O edifício não resistiu.

Apenas doze pessoas saíram vivas dos escombros. Entre os que chegaram naquele voo estavam pelo menos sete crianças. As autoridades venezuelanas não divulgaram nomes nem confirmaram o número exato de mortos. Familiares seguem sem notícias.

Dois terremotos — de magnitude 7,2 e 7,5 — devastaram o litoral central do país, transformando La Guaira numa das áreas mais destruídas. Dezenas de prédios desabaram. Equipes de 17 países trabalham nos escombros, sabendo que as chances de encontrar sobreviventes diminuem drasticamente após 72 horas. Ainda assim, nos últimos dias, crianças e adultos foram retirados vivos em resgates que pareciam impossíveis.

O saldo total já passa de 1.719 mortos, mais de 5 mil feridos e quase 13 mil desabrigados. A ONU estima que dezenas de milhares permaneçam desaparecidos e que o desastre possa custar ao país cerca de 6% do seu PIB. Para as famílias dos deportados, porém, a maior perda ainda não tem nome oficial — apenas silêncio.

Cento e quarenta e sete pessoas chegaram a Caracas na semana passada, deportadas pelos Estados Unidos. Seis horas depois, a terra começou a tremer. As autoridades venezuelanas as levaram para o Hotel Sanitário La Llanada, em La Guaira, uma cidade portuária a quarenta quilômetros da capital. Pouco tempo depois, o edifício desabou.

Apenas doze pessoas saíram vivas dos escombros. Familiares dos deportados, conversando entre si, relatam que a maioria segue desaparecida. As autoridades venezuelanas não publicaram uma lista com nomes das vítimas nem confirmaram quantos morreram. Entre os que chegaram naquele voo estavam pelo menos sete crianças. Ninguém sabe onde estão agora.

Os terremotos que atingiram o litoral central da Venezuela na sequência — primeiro um de magnitude 7,2, depois outro de 7,5 — transformaram La Guaira numa das áreas mais devastadas do país. Dezenas de prédios desabaram. A cidade virou um canteiro de operações de resgate, com equipes nacionais e internacionais cavando nos escombros dias após a tragédia. Especialistas sabem que as chances de encontrar pessoas vivas caem drasticamente depois de setenta e duas horas soterradas. Ainda assim, nos últimos dias, crianças, bebês e adultos foram retirados vivos em resgates que pareciam impossíveis.

O número total de mortos na Venezuela já passa de mil setecentos e dezenove. Outras cinco mil e trinta e quatro pessoas ficaram feridas. Doze mil setecentos e vinte e uma tiveram de abandonar suas casas. A Organização das Nações Unidas estima que dezenas de milhares continuem desaparecidas sob os escombros ou sem conseguir contato com quem as procura. Dezessete países enviaram equipes de resgate para Caracas.

O caso dos deportados amplia uma tragédia que já era humanitária. Os terremotos danificaram milhares de prédios, cortaram serviços essenciais e aprofundaram uma crise que a Venezuela já enfrentava. A ONU calcula que o desastre pode deixar milhões de pessoas sem casa e causar prejuízos equivalentes a cerca de seis por cento do Produto Interno Bruto do país. Enquanto isso, familiares dos cento e quarenta e sete que desembarcaram naquele dia continuam esperando notícias que não chegam.

Familiares afirmam que seguem sem notícias sobre o paradeiro da maioria dos imigrantes
— Relatos de familiares dos deportados
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que essas pessoas foram deportadas justamente naquele momento? Havia alguma operação em andamento?

Model

A reportagem não especifica. O que sabemos é que chegaram em Caracas e foram imediatamente alojadas pelas autoridades locais naquele hotel. Seis horas depois, os terremotos começaram.

Inventor

E as autoridades venezuelanas — elas sabiam que havia risco sísmico na região?

Model

Não há indicação de que houve aviso prévio. La Guaira é uma cidade portuária importante, e o hotel parecia ser um local de acomodação temporária padrão. Ninguém poderia prever a sequência de terremotos daquela magnitude.

Inventor

Doze sobreviventes de cento e quarenta e sete. Como é possível que tão poucos tenham saído vivos?

Model

O edifício desabou completamente. Doze pessoas conseguiram sair dos escombros ou foram resgatadas nos primeiros momentos. A maioria estava dentro quando o prédio caiu.

Inventor

E as crianças — pelo menos sete, segundo a reportagem?

Model

Sim. Estavam entre os deportados. Nenhuma lista oficial foi divulgada, então não sabemos quantas das sete estão entre os doze sobreviventes ou entre os desaparecidos.

Inventor

Os familiares conseguem alguma informação das autoridades?

Model

Não. As autoridades venezuelanas não publicaram nomes, números de mortos confirmados, ou listas de resgatados. Os familiares estão no escuro, esperando notícias que não chegam.

Inventor

Isso muda algo sobre como entendemos a resposta do governo ao desastre?

Model

Amplifica as perguntas. Já havia crítica sobre a resposta governamental aos terremotos em geral. Este caso específico — pessoas que acabavam de chegar ao país, alojadas num hotel que desabou, sem comunicação clara sobre o que aconteceu — torna a situação ainda mais opaca.

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