Depressão Alex: 12 distritos sob aviso amarelo por vento forte

Ondas de seis metros, cuja duração poderá ser entre dez e doze segundos
A Autoridade Marítima descreveu a magnitude da agitação marítima esperada durante a passagem da depressão Alex.

Na madrugada de uma sexta-feira de outubro, a depressão Alex varreu o território português como um lembrete de que a natureza não negocia com os calendários humanos. Doze distritos, do litoral às serras do interior norte e centro, ficaram sob aviso amarelo do IPMA, com rajadas que poderiam atingir 110 km/h e ondas de até seis metros a bater nas costas. A passagem deste sistema de baixa pressão — a caminho do golfo da Biscaia e de França — convocou as autoridades a pedir à população que se afastasse do mar e das arribas, reconhecendo que há momentos em que a prudência é a única resposta sensata à força do mundo natural.

  • A depressão Alex avançou sobre Portugal com vento forte e mar revolto, colocando metade do país em estado de vigilância meteorológica.
  • Rajadas entre 90 e 110 km/h nas zonas mais elevadas e ondas de 4 a 6 metros no litoral criaram condições de risco real para quem se encontrasse exposto.
  • Sete distritos costeiros receberam avisos específicos de agitação marítima, com períodos de onda entre 10 e 12 segundos a tornarem o mar imprevisível e perigoso.
  • A Autoridade Marítima Nacional desaconselhou passeios nas praias, caminhadas nas arribas e pesca lúdica nas zonas afetadas, transformando recomendações em orientações de segurança.
  • A depressão seguia para o golfo da Biscaia e França, deixando para trás uma descida de temperatura que marcaria o fim de semana em todo o país.

A depressão Alex atravessou Portugal na madrugada de sexta-feira, cobrindo doze distritos — da faixa litoral ao interior norte e centro — com avisos amarelos de vento forte emitidos pelo IPMA. As rajadas poderiam atingir entre 90 e 110 quilómetros por hora nas zonas mais elevadas, com os avisos a vigorarem até às 18:00 desse dia.

O risco era duplo: ao vento forte juntava-se uma agitação marítima considerável. Sete distritos costeiros, de Viana do Castelo a Lisboa, receberam alertas específicos para ondas de noroeste entre 4 e 6 metros, com períodos de 10 a 12 segundos, previstos até à manhã de sábado. A Autoridade Marítima Nacional pediu à população que evitasse praias, arribas e a prática de pesca lúdica nas zonas expostas — orientações baseadas num risco concreto, não em precaução excessiva.

O IPMA previa que a chuva e o vento persistiriam durante sexta-feira e sábado, antes de o sistema se deslocar para o golfo da Biscaia e França. A passagem da depressão traria também uma descida significativa de temperatura: máximas entre 13 e 18 graus a norte do Tejo, e entre 18 e 25 graus a sul. Para as autoridades, era um exercício de comunicação de risco; para a população costeira, era um sinal claro de que o fim de semana exigiria cuidado redobrado.

A depressão Alex atravessava o território português na madrugada de sexta-feira, deixando atrás de si um rasto de avisos meteorológicos que cobria metade do país. Doze distritos — desde Viana do Castelo até Lisboa, passando por toda a faixa litoral e interior norte e centro — estavam sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Os avisos permaneceriam em vigor até às 18:00 desse dia, com a possibilidade de as rajadas atingirem velocidades entre 90 e 110 quilómetros por hora nas zonas mais elevadas.

O sistema de aviso amarelo do IPMA é acionado quando existe risco para atividades que dependem das condições meteorológicas. Neste caso, o risco era duplo: o vento forte e a agitação marítima que acompanhava a depressão. Sete distritos costeiros — Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa — receberam avisos específicos para agitação marítima, com previsão de ondas de noroeste entre 4 e 5 metros de altura até às 06:00 de sábado. A Autoridade Marítima Nacional havia comunicado dias antes que as ondas poderiam atingir os seis metros, com períodos entre 10 e 12 segundos, enquanto o vento registaria velocidades superiores a 60 quilómetros por hora, com rajadas acima de 85.

Em resposta a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional emitiu recomendações claras à população, especialmente nas regiões costeiras do Norte e Centro. Os passeios junto à orla, as caminhadas nas arribas e as visitas às praias deveriam ser evitados. A pesca lúdica — uma atividade comum nas costas portuguesas — foi também desaconselhada nas zonas expostas à agitação marítima. Estas não eram sugestões, mas orientações baseadas em risco real: ondas de seis metros e rajadas de vento acima de 85 quilómetros por hora representam perigo genuíno para quem se encontre desprotegido junto ao mar.

O IPMA previa que a depressão continuaria a trazer chuva e vento forte durante sexta-feira e sábado, antes de se deslocar para o golfo da Biscaia e depois para França. Enquanto isso, o país enfrentaria também uma descida significativa de temperatura. As máximas variariam entre 13 e 18 graus Celsius nas regiões a norte do vale do Tejo, e entre 18 e 25 graus a sul — uma queda notável que acompanharia a passagem do sistema de baixa pressão.

O aviso amarelo, embora menos grave do que um aviso laranja ou vermelho, sinalizava que Portugal estava numa situação de vigilância meteorológica. Doze distritos inteiros sob o mesmo aviso refletia a amplitude da depressão Alex e a sua capacidade de afetar simultaneamente o litoral e o interior, as terras baixas e as serras. Para as autoridades, era um exercício de comunicação de risco; para a população, era um sinal de que sexta-feira e sábado exigiriam cuidado redobrado, especialmente para quem vivesse nas zonas costeiras ou tivesse planos que dependessem do tempo.

A Autoridade Marítima Nacional pediu à população para evitar os passeios junto à orla costeira, nas arribas e nas praias, assim como a pesca lúdica
— Autoridade Marítima Nacional
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Porque é que o aviso amarelo é emitido? O que o distingue de outros avisos?

Model

O aviso amarelo é o sinal de que existe risco para atividades que dependem das condições meteorológicas. Neste caso, o vento forte e as ondas grandes criavam perigo real, mas não eram ainda uma ameaça de escala catastrófica. É o nível intermédio de alerta.

Inventor

Doze distritos é muita cobertura. Isto significa que a depressão era muito grande?

Model

Exatamente. A depressão Alex era um sistema de baixa pressão amplo o suficiente para afetar simultaneamente o litoral e o interior, do norte até Lisboa. Não era um fenómeno localizado.

Inventor

As ondas de seis metros — como é que as pessoas devem entender isto?

Model

Seis metros é a altura de um prédio de dois andares. Quando uma onda dessa dimensão bate contra uma arriba ou uma praia, a força é imensa. Por isso a Autoridade Marítima pediu explicitamente para evitar esses locais.

Inventor

E a temperatura a descer — isso é normal quando passa uma depressão?

Model

Sim. A depressão traz ar mais frio. Depois de passar o sistema, o país ficaria mais frio, com máximas entre 13 e 25 graus dependendo da latitude.

Inventor

A depressão seguia para França. Isto significa que Portugal estava apenas no início do impacto?

Model

Não, Portugal estava no pico. A depressão passava pelo território português naquele momento. Depois seguiria para o golfo da Biscaia e para França, deixando Portugal para trás.

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