Em Portugal, os dez cêntimos de depósito que os consumidores não reclamam ao devolver embalagens não se perdem no vazio — ficam retidos no sistema Volta e são reinvestidos na sua própria evolução tecnológica e infraestrutural. Este mecanismo revela uma lógica de auto-sustentação: o sistema alimenta-se do comportamento daqueles que não participam nele. Contudo, essa autonomia financeira está condicionada ao cumprimento de metas de recolha progressivas, e se o sistema falhar, o dinheiro regressa ao domínio público, como salvaguarda do interesse coletivo.