Filhas de Glória Maria se preparam para vida adulta com perfis distintos nas redes

Uma escolhe compartilhar memórias; a outra escolhe o silêncio
Maria e Laura Matta navegam a vida adulta com estratégias opostas nas redes sociais após a morte da mãe.

Três anos após a morte da jornalista Glória Maria, suas filhas adotivas Maria e Laura Matta chegam à vida adulta carregando a mesma herança, mas trilhando caminhos distintos: uma escolheu a visibilidade como forma de memória e presença, a outra escolheu o silêncio como forma de proteção e identidade. O documentário sobre a mãe na TV Globo marca o momento em que essas duas jovens deixam de ser apenas filhas de um ícone e começam a ser, cada uma à sua maneira, elas mesmas.

  • Maria, de 18 anos, construiu uma presença digital de quase 160 mil seguidores, transformando viagens, amizades e homenagens à mãe em conteúdo público e emocional.
  • Laura, de 17, mantém redes sociais privadas com cerca de mil seguidores, recusando o escrutínio que a irmã abraçou — um contraste que vai além dos números e revela filosofias de vida opostas.
  • As duas vivem sob a tutela do economista Paulo Mesquita, a quem passaram a chamar de pai após a morte de Glória Maria em 2023, reconstruindo estrutura familiar em meio ao luto.
  • O lançamento do documentário 'Glória' na TV Globo coloca as jovens diante da memória pública da mãe, com Maria relatando dias emocionantes ao lado da equipe de produção.
  • A transição para a vida adulta se dá sob o peso de uma herança icônica, mas os caminhos que cada uma escolhe sugerem que estão forjando identidades próprias, não apenas papéis de filhas.

Maria e Laura Matta, filhas adotivas da jornalista Glória Maria falecida em 2023, chegam à vida adulta com personalidades que se revelam de formas opostas nas redes sociais. Maria, de 18 anos, acumula quase 160 mil seguidores no Instagram, onde compartilha viagens, encontros com amigas e homenagens à mãe — incluindo mensagens sobre o sonho de ainda poder entregar as cartinhas que ela e a irmã costumavam fazer, de abraçá-la e servir café da manhã na cama nos aniversários. No TikTok, com 24 mil seguidores, ela participa do universo de conteúdo que define sua geração.

Laura segue o caminho inverso. Suas redes são privadas, com cerca de mil seguidores, e ela raramente aparece nas publicações da irmã. O contraste entre as duas não é apenas numérico — é uma diferença de temperamento diante da mesma realidade: crescer como filhas de um ícone da televisão brasileira, adotadas ainda bebês na Bahia em 2009.

As duas vivem hoje sob a tutela do economista Paulo Mesquita, de 46 anos, a quem passaram a chamar de pai após a morte da mãe. O lançamento do documentário 'Glória' na TV Globo, no qual ambas aparecem, marca um momento de virada. Maria descreveu os dias de gravação como emocionantes, ansiosa para ver a homenagem que a emissora prestou à mãe. O documentário funciona como espelho desse momento de transição: as jovens saem da adolescência carregando uma herança poderosa, mas cada uma escolhendo, à sua maneira, como quer ser vista — e como quer lembrar.

Maria e Laura Matta estão entrando na vida adulta com caminhos muito diferentes traçados nas redes sociais. As duas filhas adotivas da jornalista Glória Maria, que faleceu em 2023 vítima de câncer no pulmão, têm agora 18 e 17 anos respectivamente e vivem sob a tutela legal do economista Paulo Mesquita, de 46 anos, a quem passaram a chamar de pai após a morte da mãe. Mas enquanto uma delas abraçou a visibilidade digital, a outra escolheu o caminho oposto — uma escolha que revela personalidades distintas moldadas pela mesma perda.

Maria construiu uma presença pública considerável. No Instagram, onde acumula quase 160 mil seguidores, ela compartilha regularmente momentos de sua rotina: encontros com amigas, viagens para o Uruguai e Turquia, e publicações que homenageiam a mãe. Em uma dessas homenagens, escreveu sobre sentir falta dela todos os dias e sobre o sonho de entregar as cartinhas que ela e a irmã costumavam fazer, de abraçá-la e servir café da manhã na cama, como faziam em todos os aniversários da mãe. No TikTok, onde tem 24 mil seguidores, ela posta dancinhas ao som de músicas virais e vídeos de encontros com amigas, participando do tipo de conteúdo que define a geração dela na plataforma.

Laura, por sua vez, mantém um perfil marcadamente discreto. Suas redes sociais são privadas e ela é seguida por cerca de mil pessoas. Ela raramente aparece nas publicações da irmã, preferindo manter sua vida digital restrita a um círculo próximo. O contraste entre as duas é notável não apenas nos números de seguidores, mas na própria filosofia de como ocupar o espaço digital — uma escolha que reflete temperamentos diferentes diante da mesma realidade de crescer sob escrutínio público.

As duas foram adotadas por Glória Maria em 2009, ainda bebês, na Bahia. Apesar de serem filhas de uma das jornalistas mais icônicas da televisão brasileira, conhecida por sua irreverência e inventividade, Maria e Laura tiveram uma infância e adolescência relativamente discreta, longe dos holofotes. Essa privacidade relativa mudou um pouco com o lançamento do documentário "Glória" na TV Globo, que traça a trajetória da jornalista. As duas aparecem no filme, e Maria expressou ansiedade para assistir à homenagem que a emissora fez à mãe, comentando sobre os dias emocionantes que passou com a equipe de produção, relembrando histórias que agora seriam eternizadas.

O documentário marca um momento de transição. As filhas de Glória Maria estão saindo da adolescência e entrando em uma fase adulta que será inevitavelmente marcada pela herança de quem foi sua mãe. Mas a forma como cada uma escolhe navegar essa herança — uma através da visibilidade e da memória compartilhada, outra através da privacidade e da discrição — sugere que elas estão construindo suas próprias identidades, não apenas como filhas de Glória Maria, mas como pessoas com escolhas e preferências próprias sobre como querem ser vistas e conhecidas.

Eu sinto a sua falta todos os dias, e meu sonho seria entregar as cartinhas que eu e a Lala sempre fazíamos, te dar um abraço e levar café da manhã na sua cama
— Maria Matta, em homenagem à mãe
Muito ansiosa para assistir a essa linda homenagem que a TV Globo fez para a minha mãe. Passei alguns dias emocionantes com uma equipe maravilhosa, relembrando histórias incríveis
— Maria Matta, sobre o documentário Glória
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que você acha que as duas filhas fizeram escolhas tão diferentes nas redes sociais?

Model

Acho que tem a ver com temperamento, mas também com como cada uma processou a morte da mãe. Maria parece encontrar conforto em compartilhar memórias e manter a presença da mãe viva através das redes. Laura pode estar buscando privacidade justamente porque cresceu vendo a mãe ser uma figura pública.

Inventor

Mas elas foram criadas juntas, na mesma casa, pela mesma mãe. Como isso não as aproxima mais?

Model

Ser irmã não significa ser igual. Elas compartilham a perda, mas não necessariamente a forma de lidar com ela. E agora, com o tutor, talvez tenham mais liberdade para fazer escolhas individuais.

Inventor

O documentário sobre Glória Maria muda algo para elas?

Model

Muda porque eterniza a mãe de uma forma que não é controlada por elas. De repente, a história de Glória é história de todos. Para Maria, que já compartilha, pode ser uma validação. Para Laura, pode ser mais invasivo ainda.

Inventor

Você acha que Laura vai mudar de ideia com o tempo?

Model

Não sei. Pode ser que sim, pode ser que não. O importante é que ela tem o direito de escolher, e por enquanto está escolhendo a discrição. Isso é tão válido quanto a escolha de Maria.

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