Quando líderes de grandes instituições falam ao mercado, cada palavra carrega o peso de milhares de decisões de investidores. A CVM abriu processo administrativo contra a presidente e o vice-presidente financeiro do Banco do Brasil por declarações feitas em agosto de 2025 que, segundo o regulador, ultrapassaram o limite entre visão estratégica e indução a erro. O caso coloca em xeque uma tensão permanente do capitalismo moderno: o direito de uma empresa de narrar seu próprio futuro e o dever de não transformar essa narrativa em armadilha.