Os cientistas estão no centro das grandes transformações do nosso tempo
A cada ciclo de candidaturas ao ensino superior, o mesmo fantasma regressa: os cursos de Ciências não têm futuro. A Universidade do Minho decidiu confrontar esse mito com números e nomes concretos, mostrando que Química, Matemática, Física, Geologia e Biologia estão hoje no coração das transformações que definem o século — da inteligência artificial à transição energética, da biotecnologia à computação quântica. Num mundo que precisa urgentemente de quem saiba interpretar a realidade com rigor, a formação científica deixou de ser uma aposta arriscada para se tornar, em muitos casos, a mais segura de todas.
- O mito de que os cursos de Ciências levam ao desemprego persiste entre famílias e jovens, distorcendo escolhas vocacionais em momentos decisivos.
- A procura por cientistas disparou em setores como ciência de dados, cibersegurança, biotecnologia e energia verde, com multinacionais como Google, NVIDIA e Novartis a recrutar ativamente.
- Portugal enfrenta um crescimento de 300% na procura de geólogos desde 2020, impulsionado pelos depósitos de lítio e pela transição energética europeia.
- A Universidade do Minho responde com dados de empregabilidade, nomes de empresas parceiras e a força do seu posicionamento nos rankings internacionais para reconverter a narrativa sobre estas licenciaturas.
- O argumento aterra numa proposta concreta: estudar Ciências em Braga conjuga prestígio académico, proximidade ao mercado de trabalho e um custo de vida muito inferior ao das grandes capitais portuguesas.
Quando se aproxima a época das candidaturas ao ensino superior, regressa uma dúvida antiga: para onde leva afinal um curso de Ciências? A Escola de Ciências da Universidade do Minho decidiu responder com factos, desafiando a ideia de que Química, Matemática, Física, Geologia e Biologia são apostas de futuro incerto. Os dados mostram o contrário: estas áreas estão no centro das profissões mais procuradas e melhor pagas do século XXI.
Um licenciado em Química pode trabalhar em multinacionais como Hovione, Roche ou Bial, ou dedicar-se à química verde — biocombustíveis, polímeros biodegradáveis, processos circulares —, uma das áreas de maior crescimento na Europa. A Matemática abre portas para ciência de dados, inteligência artificial, cibersegurança e atuariado, com antigos alunos da UMinho colocados na Bosch, Feedzai, Sonae e Banco de Portugal. A Física atrai empresas como Google, NVIDIA e DeepMind para áreas de machine learning e computação quântica, mas também abre caminho para a física médica, a energia de fusão nuclear e as finanças quantitativas em instituições como BlackRock.
A Geologia vive um momento de expansão sem precedentes em Portugal: a procura de geólogos de mina cresceu 300% desde 2020, impulsionada pelos depósitos de lítio e pela agenda europeia de sustentabilidade. Empresas como Rio Tinto, Mota-Engil e Ferrovial recrutam regularmente nesta área. A Biologia, por sua vez, alimenta três dos setores de maior crescimento global — biotecnologia, bioinformática e medicina de precisão —, com graduados integrados em empresas como Novartis, Thermo Fisher e FairJourney Biologics.
Estudar na Universidade do Minho significa aceder a uma instituição com reconhecimento internacional, laboratórios de investigação de referência e protocolos com empresas que aproximam os estudantes do mercado ainda durante a licenciatura. A isso soma-se Braga: uma cidade universitária dinâmica, segura e com um custo de vida muito inferior ao de Lisboa ou Porto, onde o campus de Gualtar oferece condições académicas e de bem-estar de excelência. Para muitas famílias, é uma equação que raramente falha.
Quando chega a época das candidaturas ao ensino superior, uma pergunta ressurge com regularidade entre os jovens e suas famílias: para onde leva um curso de Ciências? A Escola de Ciências da Universidade do Minho decidiu responder com dados concretos, desafiando a ideia de que Química, Matemática, Física, Geologia e Biologia são disciplinas com futuro incerto. A realidade, segundo a instituição, é bem diferente: estas áreas abrem portas para algumas das profissões mais procuradas e melhor remuneradas do século XXI.
Os cientistas estão hoje no centro das grandes transformações tecnológicas e sociais. Da inteligência artificial à medicina de precisão, das finanças quantitativas à sustentabilidade energética, a procura por profissionais com formação científica sólida não para de crescer. Entidades independentes confirmam que os salários de graduados em ciências situam-se ao nível ou acima dos salários médios de outras áreas igualmente atrativas.
Na Química, um licenciado pode trabalhar em empresas multinacionais como Hovione, Roche ou Bial, na indústria farmacêutica, na ciência dos materiais — desenvolvendo baterias de nova geração e nanomateriais — ou na indústria cosmética e agroalimentar. A química verde e sustentável, com foco em biocombustíveis, polímeros biodegradáveis e processos circulares, é uma das áreas com maior crescimento na Europa. A Matemática abre caminho para profissões entre as mais bem pagas do mercado: ciência de dados, inteligência artificial, cibersegurança e atuariado. Graduados pela Universidade do Minho trabalham em empresas como Bosch, Sonae, Millennium BCP, Critical Software, Feedzai, NOS e Banco de Portugal. A educação matemática mantém também procura constante nos ensinos básico, secundário e superior.
A Física, quando combinada com formação matemática sólida, produz profissionais altamente procurados por grandes empresas tecnológicas. Google, NVIDIA, DeepMind e IBM recrutam ativamente físicos para trabalhar em machine learning, computação quântica e modelos preditivos. Mas as oportunidades estendem-se muito além da tecnologia: energia e sustentabilidade — fusão nuclear, hidrogénio verde, fotovoltaico —, física médica com aplicações em radioterapia e imagiologia, exploração espacial através de agências como ESA e empresas como Airbus, e até finanças quantitativas em instituições como BlackRock e Goldman Sachs.
A Geologia e Ambiente vivem um momento de expansão acelerada. Portugal detém alguns dos maiores depósitos europeus de lítio, e a procura de geólogos de mina cresceu 300% desde 2020. Geologia de engenharia — para projetos de túneis, barragens e pontes —, hidrogeologia, gestão de riscos naturais e observação da Terra por satélite são áreas com elevada empregabilidade em Portugal e na Europa, com empresas como Rio Tinto, Mota-Engil, Ferrovial, EPAL e Veolia a recrutar regularmente. A Biologia, por sua vez, é a base de três das áreas de maior expansão global: biotecnologia, bioinformática e medicina de precisão. Graduados integram empresas como FairJourney Biologics, Novartis, Thermo Fisher e EMBL-EBI, contribuindo para desenvolvimento de fármacos, vacinas, terapias génicas e diagnóstico genómico personalizado. A biologia laboratorial — análises clínicas, microbiologia, diagnóstico ambiental — mantém procura estável e crescente, com empregadores como ULS Braga, Synlab e INSA.
Estudar na Universidade do Minho significa entrar numa instituição de prestígio internacional. A universidade figura nos principais rankings académicos mundiais, destacando-se entre as melhores instituições com menos de 50 anos de existência, mantém parcerias com centenas de instituições europeias e internacionais, e possui produção científica reconhecida globalmente. A Escola de Ciências dispõe de laboratórios de investigação de referência, corpo docente com currículo internacional e protocolos com empresas que aproximam os estudantes do mercado de trabalho durante a licenciatura. Um diploma da Universidade do Minho é uma credencial valorizada em Portugal e no estrangeiro.
A escolha pela Escola de Ciências é também uma escolha por Braga, uma das cidades com maior dinamismo universitário do país, reconhecida pela qualidade de serviços, segurança e custo de vida significativamente inferior ao do Porto e Lisboa. O campus de Gualtar oferece condições académicas e de bem-estar de excelência: biblioteca, laboratórios equipados, serviços de saúde, instalações desportivas e uma comunidade de dezenas de milhar de estudantes. Para as famílias, representa uma opção que conjuga qualidade de formação com um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e académico.
Citações Notáveis
A Universidade do Minho é uma das instituições de ensino superior público português com maior projeção internacional— Escola de Ciências da Universidade do Minho
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Porque é que este mito sobre as Ciências persiste, se as oportunidades são tão claras?
Porque a perceção fica para trás da realidade. Há dez anos, talvez houvesse menos saídas. Mas o mundo mudou — inteligência artificial, biotecnologia, energia verde — e as universidades precisam de contar essa história melhor.
Os salários são realmente competitivos? Ou é apenas propaganda?
Os dados de entidades independentes mostram que estão ao nível de outras áreas. Mas mais importante: a procura cresceu. Geólogos, por exemplo, viram a procura triplicar em cinco anos. Quando há procura real, os salários acompanham.
E quanto aos estudantes que não querem trabalhar em multinacionais?
Há muito mais. Educação, investigação, startups, setor público — a Biologia laboratorial, por exemplo, tem procura estável em hospitais e laboratórios. Não é glamouroso, mas é seguro e bem remunerado.
Braga é realmente uma vantagem competitiva?
Para muitos, sim. Custo de vida mais baixo, comunidade universitária forte, menos distração que Lisboa ou Porto. Alguns estudantes precisam disso para se concentrarem. Outros preferem a agitação das grandes cidades. Mas é uma escolha real.
O que muda para um estudante que escolhe Ciências hoje?
Entra num campo que está a crescer, não a encolher. Tem acesso a laboratórios de referência, docentes com experiência internacional, e empresas que vêm recrutá-lo ainda antes de se formar. É uma posição de força, não de dúvida.