Controlou a bola, mas raramente conseguiu transformar esse domínio em algo perigoso
Em Toronto, na noite de 23 de junho, a Croácia cumpriu o mínimo necessário para seguir respirando na Copa do Mundo: venceu o Panamá por 1 a 0 com um gol solitário de Ante Budimir, homem que carrega em si uma história maior do que qualquer placar. O futebol apresentado foi mais sobrevivência do que arte — um lembrete de que, em torneios assim, a continuidade muitas vezes vale mais do que a beleza.
- A Croácia controlou a bola por mais de 60% do tempo, mas raramente converteu esse domínio em perigo real, revelando uma seleção que ainda busca sua melhor versão.
- Luka Modric completou sua 200ª partida pela seleção sem brilhar — um marco histórico celebrado em silêncio dentro de campo.
- Aos 9 minutos do segundo tempo, uma falha da defesa panamenha abriu espaço para Budimir empurrar para as redes e decidir o jogo com um gol simples e definitivo.
- O Panamá respondeu com duas chances claras de empate, obrigando Livakovic a fazer defesas decisivas e mostrando que o placar poderia ter sido outro.
- Com três pontos conquistados, a Croácia agora enfrenta Gana na Filadélfia no dia 27 de junho em busca de uma vaga direta às oitavas de final.
Toronto recebeu uma partida sem brilho na noite de 23 de junho. A Croácia entrou no BMO Field sabendo que precisava vencer o Panamá para manter vivas suas esperanças no Grupo L, e fez exatamente isso — não com elegância, mas com eficiência. Luka Modric, em sua 200ª partida pela seleção, esteve em campo por 80 minutos sem encontrar o espaço criativo que o tornou lendário. O primeiro tempo foi particularmente apagado: os croatas tocavam sem propósito enquanto o Panamá assustava em contra-ataques, e apenas uma finalização de Baturina no cantinho, já nos acréscimos, animou a torcida croata.
A virada de chave veio cedo no segundo tempo. Stanisic acelerou pela direita, tabelou com Pasalic e cruzou para a pequena área. A defesa panamenha falhou no corte, e Ante Budimir — que havia entrado no intervalo — apareceu livre na segunda trave para empurrar a bola às redes. Um gol simples, mas carregado de história: Budimir, aos 34 anos, marcava em sua segunda Copa do Mundo, ele que nasceu refugiado da Guerra da Bósnia e se tornou um dos maiores artilheiros estrangeiros da história do Osasuna.
O Panamá não se entregou. Aos 22 minutos da etapa final, Bárcenas finalizou forte e obrigou Livakovic a espalmar, e na sequência Harvey cabeceou com perigo na segunda trave — o goleiro croata salvou nos dois momentos. Foram instantes em que o empate parecia possível, mas não veio. Nos minutos finais, a Croácia recuou as linhas e administrou o resultado sem sustos maiores.
Com a vitória, os croatas chegam a três pontos e seguem vivos. O próximo desafio é Gana, no dia 27 de junho, na Filadélfia — uma vitória garante a classificação sem depender de outros resultados. O Panamá, eliminado sem pontuar em dois jogos, ainda enfrenta a Inglaterra em Nova Jersey na mesma data, encerrando uma Copa do Mundo 2026 que terminou antes do esperado.
Toronto acordou para um futebol sem brilho na noite de 23 de junho. A Croácia entrou em campo no BMO Field sabendo que precisava vencer o Panamá para manter vivas suas esperanças no Grupo L da Copa do Mundo. O que se viu foi uma seleção que controlou a bola — mais de 60% de posse — mas raramente conseguiu transformar esse domínio em algo perigoso. Luka Modric, em sua 200ª partida pela seleção, foi mais um espectador que um maestro. O camisa 10 participou dos 80 minutos em que esteve em campo, mas sua criatividade não apareceu quando a Croácia mais precisava dela.
O primeiro tempo foi particularmente decepcionante para os croatas. Enquanto eles tocavam a bola sem propósito claro, o Panamá assustava em contra-ataques. Murillo disparou duas vezes de fora da área, obrigando a defesa croata a estar atenta. A única chance clara dos croatas saiu aos 45 minutos, quando Baturina fez uma jogada individual bonita na entrada da área e forçou o goleiro panamenho a fazer uma defesa no cantinho. Pouco para uma seleção que havia chegado a uma final de Copa do Mundo oito anos antes.
A mudança veio cedo no segundo tempo. Aos nove minutos, Stanisic acelerou pela direita, tabelou com Pasalic e chegou à linha de fundo antes de cruzar para a pequena área. A defesa panamenha falhou no corte — um erro que custaria caro. Ante Budimir, que havia entrado no intervalo, apareceu livre na segunda trave e empurrou a bola para o fundo das redes. Um gol simples, mas suficiente. Budimir, aos 34 anos, marcava em sua segunda Copa do Mundo, continuando uma trajetória improvável que o levou de um bebê refugiado da Guerra da Bósnia a um dos maiores artilheiros estrangeiros da história do Osasuna.
O Panamá, porém, não desistiu. Aos 22 minutos do segundo tempo, teve duas oportunidades claras para empatar. Bárcenas recebeu um passe pela direita da área e finalizou forte, obrigando Livakovic a espalmar para escanteio. Na cobrança seguinte, Harvey ganhou pelo alto na segunda trave e cabeceou com perigo, mas o goleiro croata voltou a salvar sua equipe com uma grande defesa. Foram momentos em que o Panamá mostrou que poderia ter saído de Toronto com algo mais do que uma eliminação.
Nos minutos finais, a Croácia simplesmente se fechou. Não havia razão para arriscar. Com a vitória garantida, os croatas recuaram as linhas e deixaram o Panamá bater na sua defesa. Murillo ainda assustou com um chute de longa distância aos 47 minutos, mas era tarde demais. O apito final confirmou o que já era certo: o Panamá estava eliminado, sem um único ponto em dois jogos. A Croácia, com três pontos, seguia viva na competição.
Agora a matemática muda. A Croácia enfrenta Gana no dia 27 de junho, na Filadélfia, em busca de uma vitória que a coloque na segunda fase sem depender de combinações de resultados. O Panamá, já sem chances, enfrenta a Inglaterra em Nova Jersey no mesmo dia, cumprindo tabela. Para Budimir e seus companheiros, a jornada continua. Para o Panamá, a Copa do Mundo 2026 terminou em Toronto, em uma noite em que criaram chances mas não tiveram sorte.
Citas Notables
Modric participou dos 80 minutos em que esteve em campo, mas foi pouco efetivo com a bola nos pés— Análise da partida
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Por que uma vitória tão sem graça importa tanto para a Croácia neste momento?
Porque em uma Copa do Mundo, especialmente em um grupo equilibrado, três pontos mantêm você vivo. A Croácia não jogou bem, mas conseguiu o resultado. Agora tem controle sobre seu próprio destino na última rodada.
Modric teve uma noite apagada em sua 200ª partida. Como isso afeta uma equipe que depende tanto da criatividade dele?
Mostra que a Croácia não pode mais contar apenas em um jogador, por mais brilhante que seja. Aos 41 anos, Modric não pode carregar a equipe sozinho. Precisam de outros criarem oportunidades.
Budimir marcou um gol simples. Por que sua história pessoal importa tanto aqui?
Porque ele é um símbolo de uma seleção que não tem superestrelas em todos os lugares. Budimir começou sua carreira longe dos holofotes, passou por clubes menores, e agora, aos 34 anos, está em uma Copa do Mundo sonhando em levar a Croácia a outra final.
O Panamá criou chances reais para empatar. O que isso diz sobre o jogo?
Que a Croácia foi vulnerável. Controlou a bola, mas não converteu isso em segurança. Se o Panamá tivesse aproveitado uma daquelas duas oportunidades no segundo tempo, a história seria completamente diferente.
A Croácia agora enfrenta Gana. O que precisa mudar?
Precisam de mais criatividade, mais movimento, mais velocidade. Não podem jogar assim contra Gana e esperar vencer. Precisam ser mais agressivos, mais diretos, mais perigosos.