CR7 apagado e Portugal empata com RD Congo na estreia da Copa 2026

Cristiano Ronaldo marcou presença histórica, mas sua atuação foi apagada
O camisa 7 se tornou o segundo jogador a disputar seis Mundiais, mas não conseguiu finalizar no primeiro tempo.

Em Houston, Portugal e República Democrática do Congo dividiram os pontos na abertura do Grupo K da Copa do Mundo 2026 — um empate em 1 a 1 que diz menos sobre o futebol jogado e mais sobre a distância entre expectativa e realidade. Cristiano Ronaldo pisou em campo pela sexta vez num Mundial, igualando Messi num registro que a história guardará, mas o jogo não guardou para ele nenhum gol. O torneio ainda está em seus primeiros dias, e Portugal terá de encontrar outra versão de si mesmo antes que as margens se fechem.

  • Portugal saiu na frente em apenas cinco minutos com um cabeceio preciso de João Neves, mas a vantagem durou menos de meia hora de jogo efetivo.
  • A RD Congo, longe de ser figurante, explorou os contra-ataques com perigo real e empatou aos 50 minutos do primeiro tempo com Wissa completamente livre na área.
  • Um gol anulado de Cancelo por impedimento e duas finalizações desperdiçadas por Ronaldo resumem a frustração portuguesa no segundo tempo.
  • Ronaldo tornou-se o segundo jogador a disputar seis Mundiais, mas sua atuação apagada levanta perguntas sobre o peso que ainda carrega dentro de campo.
  • Portugal e RD Congo seguem com um ponto cada no Grupo K, com tudo em aberto antes dos próximos jogos na terça-feira, 23 de junho.

A estreia de Portugal na Copa do Mundo 2026 terminou sem o brilho esperado. Em Houston, diante da República Democrática do Congo, a seleção europeia abriu o placar rapidamente — João Neves subiu sozinho na área após cruzamento de Pedro Neto e cabeceou para o fundo da rede aos cinco minutos, no segundo gol mais rápido do torneio até então. Mas o controle da partida era ilusório: o Congo encontrava brechas nos contra-ataques, e aos 50 minutos do primeiro tempo Wissa subiu livre após escanteio curto e empatou sem marcação.

O segundo tempo trouxe oportunidades e frustrações em igual medida. João Cancelo acertou um voleio perfeito, mas o gol foi anulado por impedimento. A defesa congolesa se manteve firme, e Bakambu ainda assustou em contra-ataque aos 32 minutos da etapa final. O placar não se moveu mais, e Portugal deixou pontos valiosos na estreia.

Cristiano Ronaldo foi o centro das atenções fora de campo — ao entrar, tornou-se o segundo jogador da história a disputar seis edições do Mundial, igualando Messi, que na véspera havia comandado a Argentina contra a Argélia. As arquibancadas aplaudiram cada toque seu, mas ofensivamente o astro foi apagado: não finalizou no primeiro tempo, e no segundo desperdiçou suas duas únicas chances claras, mandando a bola longe do gol em ambas.

Um detalhe curioso marcou a partida: aos seis minutos do segundo tempo, Portugal ganhou um escanteio porque o goleiro congolês demorou mais de cinco segundos para cobrar o tiro de meta — a primeira vez na Copa que a regra foi aplicada. Os portugueses não aproveitaram. Ambas as seleções voltam a campo na terça-feira, 23 de junho, em busca de uma vitória que reabra as possibilidades no Grupo K.

A estreia de Portugal na Copa do Mundo 2026 terminou em empate sem brilho. Diante da República Democrática do Congo em Houston, a seleção europeia saiu na frente cedo mas não conseguiu sustentar a vantagem, cedendo o empate aos 50 minutos do primeiro tempo. O placar final de 1 a 1 deixou a equipe de Roberto Martínez com um resultado que, embora não seja derrota, frustra as expectativas para um torneio que ainda está começando.

Portugal abriu o marcador com rapidez. Apenas cinco minutos após o apito inicial, João Neves subiu sozinho na área após cruzamento de Pedro Neto e cabeceou para o fundo da rede. Foi o segundo gol mais rápido de toda a edição do Mundial até aquele momento, atrás apenas do que Nmecha marcou pela Alemanha contra Curaçao. Os portugueses controlavam a posse de bola e rondavam a área adversária, mas a República Democrática do Congo encontrava brechas perigosas nos contra-ataques. Kayembe testou Diogo Costa aos 33 minutos, e Mukau assustou com um chute de primeira aos 47. O empate veio logo depois, aos 50 minutos, quando Masuaku cruzou da linha de fundo após cobrança de escanteio curto, e Wissa subiu completamente livre para cabecear sem marcação.

O segundo tempo trouxe mais oportunidades para Portugal, mas também frustração. Aos nove minutos, João Cancelo acertou um voleio perfeito após cruzamento de Bruno Fernandes, mas a arbitragem anulou o gol por impedimento. A seleção portuguesa se lançou ao ataque com mais frequência conforme o jogo avançava, mas a defesa congolesa se manteve firme nas divididas. A República Democrática do Congo respondeu com contra-ataques perigosos, sendo Bakambu quem teve a melhor chance aos 32 minutos da segunda etapa, recebendo na entrada da área mas finalizando mal. O jogo terminou em 1 a 1, com Portugal deixando pontos valiosos na estreia.

Cristiano Ronaldo marcou presença histórica no duelo. Ao entrar em campo, o camisa 7 se tornou o segundo jogador da história a disputar seis edições do Mundial, igualando um recorde que pertencia apenas a Lionel Messi, que na véspera havia comandado a vitória da Argentina por 3 a 0 contra a Argélia. As arquibancadas explodiram em aplausos sempre que Ronaldo tocava na bola, mas sua atuação foi apagada do ponto de vista ofensivo. No primeiro tempo, o astro permaneceu isolado no centro do ataque, sofreu com a imprecisão dos passes de seus companheiros e não conseguiu finalizar uma única vez.

A situação melhorou marginalmente na segunda etapa, mas sem resultados. Aos 23 minutos, Ronaldo finalizou de forma estranha após um cruzamento para trás de Francisco Conceição, mandando longe do gol. Cinco minutos depois, após uma triangulação que o deixou em posição privilegiada, Conceição o encontrou novamente, mas o português mandou a bola à esquerda do gol. Foram suas duas únicas chances claras, ambas desperdiçadas. A atuação deixou claro que, apesar do reconhecimento histórico, Ronaldo ainda enfrenta desafios para impactar decisivamente nos jogos.

Um detalhe regulatório inusitado marcou a partida. Aos seis minutos do segundo tempo, Portugal ganhou um escanteio após o goleiro da República Democrática do Congo demorar mais de cinco segundos para cobrar o tiro de meta. Foi a primeira vez nesta Copa do Mundo que uma equipe conquistava um escanteio por essa razão, conforme previsto no regulamento da Fifa. Os portugueses, porém, não aproveitaram a oportunidade.

Portugal segue para seu próximo compromisso na terça-feira, 23 de junho, novamente em Houston, quando enfrenta o Uzbequistão às 14h no horário de Brasília. A República Democrática do Congo também joga no mesmo dia, mas em Guadalajara, no México, contra a Colômbia às 23h. Ambas as seleções buscam se recuperar de um resultado que deixa em aberto a disputa pelo primeiro lugar do Grupo K.

Cristiano Ronaldo permaneceu isolado no centro do ataque durante o primeiro tempo, sofrendo com a imprecisão dos passes de seus companheiros
— Descrição da atuação de Ronaldo
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
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Como Portugal conseguiu sair na frente tão rápido, mas não conseguiu manter a vantagem?

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A abertura foi quase perfeita — João Neves subiu sozinho na área após um cruzamento bem executado. Mas depois Portugal parou de atacar com a mesma intensidade, e a República Democrática do Congo encontrou espaços nos contra-ataques. Quando você controla a bola mas não finaliza, o adversário respira e encontra suas chances.

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E Cristiano Ronaldo? Ele estava invisível ou simplesmente não teve oportunidades?

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Nos primeiros 45 minutos, ele estava isolado. Os passes não chegavam com precisão, e quando chegavam, vinham de ângulos difíceis. No segundo tempo as coisas melhoraram um pouco, mas ele teve duas chances claras e desperdiçou ambas. Não era falta de oportunidade — era execução.

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Qual é o significado histórico de Ronaldo disputar sua sexta Copa?

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Apenas Messi tinha feito isso antes. É um feito raro, que fala sobre longevidade e consistência de um jogador. Mas neste jogo, a história pessoal de Ronaldo contrastou com uma atuação apagada. O público o aplaudiu pela presença, não pelos gols.

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O gol anulado de Cancelo — foi realmente impedimento?

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Sim, a arbitragem marcou corretamente. Foi um voleio bonito, mas Cancelo estava em posição irregular. Portugal perdeu uma chance de virar o jogo.

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O que a República Democrática do Congo mostrou neste jogo?

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Que não é um adversário para ser ignorado. Encontrou brechas, criou perigo nos contra-ataques e empatou de forma bem executada. Defensivamente, manteve a compostura mesmo sob pressão. Não foi um time que apenas se defendeu — foi um time que competiu.

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O que Portugal precisa fazer contra o Uzbequistão?

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Precisa ser mais direto, mais rápido nas transições. Não pode deixar o jogo ficar aberto como deixou contra a República Democrática do Congo. E Ronaldo precisa encontrar seu ritmo — a história dele nesta Copa ainda está sendo escrita.

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