Uma goleada de 7 a 0 não foi suficiente para selar a festa
No teatro das eliminatórias africanas para a Copa de 2026, a certeza se mostrou mais frágil do que os placares sugeriam. A Costa do Marfim goleou, o Senegal dominou, mas em campos distantes, o Gabão de Aubameyang e a República Democrática do Congo responderam com resultados que mantiveram a tensão viva. Uma última rodada separa essas nações entre o retorno ao palco mundial e mais uma espera.
- A Costa do Marfim aplicou 7 a 0 nas Seychelles, mas a festa foi interrompida quando Aubameyang marcou quatro gols e levou o Gabão a uma virada dramática por 4 a 3 sobre a Gâmbia.
- Com apenas um ponto de diferença entre os dois rivais, a classificação marfinense — que parecia certa — foi adiada para a última rodada.
- O Senegal também venceu com folga, 5 a 0 sobre o Sudão do Sul, mas a RDC não cedeu espaço ao derrotar o Togo por 1 a 0, mantendo a perseguição a dois pontos de distância.
- Na rodada decisiva, Costa do Marfim enfrenta o Quênia e Gabão joga contra o Burundi; Senegal recebe a Mauritânia enquanto a RDC hospeda o Sudão do Sul.
- Para a Costa do Marfim, que não disputa uma Copa desde 2014, e para o Senegal, o que está em jogo vai além de pontos — é o fim de um jejum e a volta ao centro do futebol mundial.
A Costa do Marfim entrou em campo na sexta-feira com a classificação ao alcance das mãos. Diante das Seychelles, lanterna do grupo, os marfinenses construíram uma goleada de 7 a 0 com gols espalhados pelos dois tempos — Sangaré, Agbadou, Diakité, Guessand, Diomande, Adingra e Kessié. Era a performance que deveria selar a vaga. Mas notícias de outro campo mudaram o tom da noite.
No Grupo H, Pierre Aubameyang estava em uma de suas melhores noites com a camisa do Gabão. O atacante do Olympique de Marselha marcou quatro gols contra a Gâmbia, conduzindo uma virada por 4 a 3 que manteve o Gabão a apenas um ponto da Costa do Marfim. A classificação, que parecia questão de horas, foi adiada para a última rodada.
A situação do Senegal seguia roteiro parecido. Os senegaleses golearam o Sudão do Sul por 5 a 0, mas a República Democrática do Congo venceu o Togo por 1 a 0 e permaneceu na perseguição, a dois pontos de distância. Com 21 pontos contra 19 da RDC, o Senegal tem vantagem, mas o futebol africano já ensinou que nada é certo antes do apito final.
Na rodada decisiva, a Costa do Marfim — que não disputa uma Copa desde 2014 — precisa vencer o Quênia em casa para encerrar 12 anos de ausência nos Mundiais. O Gabão depende de sua própria vitória sobre o Burundi e de um tropeço marfinense. Para o Senegal, receber a Mauritânia em casa parece favorável, mas a RDC, com o Sudão do Sul pela frente, não vai facilitar. Uma rodada, e o destino de quatro seleções será definido.
A Costa do Marfim estava a um passo de garantir sua presença na Copa do Mundo de 2026. Na sexta-feira, os marfinenses entraram em campo contra Seychelles, a lanterna do grupo, e fizeram exatamente o que se esperava: uma goleada devastadora por 7 a 0. Sangaré abriu o placar de pênalti aos sete minutos. Aos 39, o resultado já era humilhante, com Agbadou, Diakité e Guessand ampliando. Na segunda etapa, Diomande, Adingra e Kessié fecharam o massacre. Era uma performance perfeita, o tipo de vitória que deveria ter selado a classificação. Mas a festa foi interrompida por notícias de outro campo.
No mesmo dia, no Grupo H das eliminatórias africanas, Pierre Aubameyang estava em noite de inspiração. O atacante do Olympique de Marselha marcou quatro gols contra a Gâmbia, levando o Gabão a uma vitória por 4 a 3 que mantinha viva a esperança do país na briga pela vaga. Aubameyang começou bem, mas o Gabão saiu atrás no placar. Quando tudo parecia perdido, o astro acordou. Seu terceiro gol, aos 17 minutos do segundo tempo, empatou a partida. Seu quarto, pouco depois, colocou o Gabão na frente de forma definitiva. Com isso, a Costa do Marfim permanecia com 23 pontos, mas o Gabão, com 22, seguia muito próximo.
A definição foi adiada para a última rodada. A Costa do Marfim, com seus 23 pontos, precisa apenas vencer o Quênia em seus domínios para selar a classificação. O Gabão, um ponto atrás, terá que bater o Burundi e torcer para que os quenianos não surpreendam os marfinenses. Para a seleção marfinense, que participou das Copas de 2006, 2010 e 2014 — sempre caindo na primeira fase — e ficou de fora das duas edições seguintes, esta é uma chance de encerrar um jejum de 12 anos longe de um Mundial.
Senegal vivia situação semelhante na mesma rodada. Os senegaleses fizeram sua parte com uma goleada de 5 a 0 sobre o Sudão do Sul, mas a República Democrática do Congo não cooperou. A RDC venceu o Togo por 1 a 0 e manteve acesa sua perseguição na tabela. Senegal segue na frente com 21 pontos, enquanto a RDC tem 19. Na última rodada, os senegaleses recebem a Mauritânia em casa, enquanto a RDC hospeda o frágil Sudão do Sul. A vantagem de dois pontos deveria ser suficiente, mas o futebol africano já provou muitas vezes que nada é certo até o apito final.
O que se vê é um continente em ebulição nas semanas finais de uma campanha de qualificação. Grandes nomes como a Costa do Marfim e Senegal, que dominaram o futebol africano em décadas passadas, estão à beira de uma volta ao palco mundial. Mas nada está garantido. Uma rodada separa essas seleções de seus sonhos ou de mais uma frustração.
Citações Notáveis
Aubameyang marcou quatro vezes, garantindo o triunfo de seu país na Gâmbia, estragando a festa marfinense por antecipação— contexto da rodada de qualificação
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Costa do Marfim não conseguiu celebrar uma goleada de 7 a 0?
Porque o Gabão, seu principal rival no grupo, fez exatamente o que precisava fazer no mesmo dia. Aubameyang marcou quatro gols e manteve o Gabão vivo na disputa. Não é sobre a performance marfinense ter sido ruim — foi excelente. É que a matemática da qualificação não permite que você descanse.
Aubameyang marcou quatro gols em um jogo. Como isso muda a dinâmica?
Muda tudo. O Gabão estava perdendo, e ele sozinho virou o jogo. Isso não é apenas um resultado; é um sinal de que o Gabão tem capacidade de lutar até o final. A Costa do Marfim agora sabe que não pode tropeçar contra o Quênia.
A Costa do Marfim não participava de uma Copa há quanto tempo?
Doze anos. Eles estiveram em 2006, 2010 e 2014, mas ficaram de fora em 2018 e 2022. Essa é a terceira chance consecutiva de voltar. Se perderem agora, será uma ausência de 16 anos.
E Senegal está em uma posição mais confortável?
Aparentemente sim. Dois pontos de vantagem com um jogo para jogar em casa. Mas a RDC venceu o Togo, então está claro que ninguém vai desistir fácil.
O que torna essas qualificações africanas tão imprevisíveis?
A qualidade é muito distribuída. Não há um caminho claro. Qualquer time pode ganhar de qualquer outro em um dia. Por isso uma goleada de 7 a 0 não garante nada — porque no mesmo dia, do outro lado do continente, alguém está fazendo o impossível.