Coronel investigado por golpe é preso em Brasília ao retornar dos EUA

Militar detido em prisão preventiva no Batalhão da Guarda Presidencial como parte de investigação sobre tentativa de golpe de Estado.
Mensagens sobre planejamento de golpe levaram à prisão preventiva
Coronel foi detido ao desembarcar em Brasília após investigação descobrir comunicações comprometedoras com assessor de Bolsonaro.

Quando um oficial retorna à terra natal após uma missão no exterior, raramente imagina que o solo pátrio o receberá com algemas. O coronel Bernardo Romão Corrêa Neto desembarcou em Brasília e foi imediatamente detido pela Polícia Federal, cumprindo mandado expedido pelo STF no âmbito de investigações sobre uma suposta articulação golpista. Mensagens trocadas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teriam revelado o fio que ligava o militar a um plano de ruptura institucional — transformando suspeita em prisão preventiva.

  • A Operação Tempus Veritatis aperta o cerco: quatro militares e assessores ligados ao ex-presidente Bolsonaro já estão presos por suspeita de conspiração contra o Estado democrático de direito.
  • O coronel Corrêa Neto estava fora do alcance das autoridades brasileiras durante a deflagração da operação, cumprindo missão oficial nos EUA — mas seu retorno o colocou diretamente nas mãos da Polícia Federal.
  • Mensagens trocadas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foram o elemento decisivo que converteu investigação em acusação formal e justificou a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Os investigadores continuam mapeando a rede de comunicações e planejamentos que, segundo a PF, envolveu militares e civis em discussões sobre como desmantelar as instituições democráticas brasileiras.

No domingo à noite, agentes da Polícia Federal esperavam no aeroporto de Brasília por um homem que vinha dos Estados Unidos. O coronel Bernardo Romão Corrêa Neto, que cumpria missão oficial americana com previsão de durar até 2025, não chegou a cruzar os portões de chegada em liberdade. Foi detido ali mesmo e encaminhado ao Batalhão da Guarda Presidencial, onde ficaria preso sob custódia da Polícia do Exército.

A prisão era fruto de um mandado preventivo assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O gatilho foram mensagens encontradas pelos investigadores — conversas entre o coronel e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro. Nelas, segundo a Polícia Federal, os dois discutiam o planejamento e os desdobramentos de um golpe de Estado.

Corrêa Neto era o quarto alvo da Operação Tempus Veritatis, que investiga crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado democrático de direito. Os outros três — Felipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; o coronel da reserva Marcelo Câmara; e o tenente-coronel Rafael Martins — já haviam sido presos na quinta-feira anterior, quando a operação foi deflagrada. O coronel estava fora do país naquele momento, o que adiou, mas não impediu, sua detenção.

A investigação segue em curso. A cada prisão, a Polícia Federal e o STF acrescentam novos elementos à narrativa de uma suposta conspiração que teria envolvido militares e figuras próximas ao ex-presidente em discussões sobre como subverter as instituições brasileiras.

No domingo à noite, quando o coronel Bernardo Romão Corrêa Neto desceu do avião em Brasília, agentes da Polícia Federal o aguardavam. Ele vinha dos Estados Unidos, onde cumpria uma missão oficial que se estenderia até 2025. Não chegou a sair do aeroporto. Foi detido imediatamente e entregue à Polícia do Exército, que o levou para o Batalhão da Guarda Presidencial, onde permaneceria preso.

O coronel era alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ordem surgiu de investigações da Polícia Federal sobre uma articulação para golpe de Estado. O que levou os investigadores até ele foram mensagens — trocadas com Mauro Cid, que era ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nessas conversas, segundo a PF, os dois discutiam o planejamento e os desdobramentos de um golpe.

Corrêa Neto era um dos quatro alvos da Operação Tempus Veritatis, que investiga crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado democrático de direito. Os outros três já haviam sido presos na quinta-feira anterior: Felipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército e também assessor do ex-presidente; e Rafael Martins, tenente-coronel do Exército.

A prisão de Corrêa Neto marca um ponto de inflexão na investigação. Diferentemente dos outros três, que foram detidos durante a operação, ele estava fora do país quando a ação foi deflagrada. Seu retorno — talvez esperado, talvez não — colocou-o novamente ao alcance das autoridades brasileiras. A descoberta das mensagens com Cid foi o que transformou suspeita em acusação formal, justificando a prisão preventiva.

A operação continua. Os investigadores seguem rastreando a teia de comunicações e planejamentos que, segundo a acusação, envolveu militares e assessores próximos ao ex-presidente em discussões sobre como desmantelar as instituições democráticas. Cada prisão adiciona camadas à narrativa que a Polícia Federal e o STF estão construindo sobre o que chamam de uma conspiração contra o Estado de direito.

O coronel estava nos EUA em missão oficial prevista para durar até 2025 quando foi detido ao desembarcar
— Polícia Federal
The Hearth Conversation Another angle on the story
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Por que um coronel em missão oficial nos EUA seria investigado por golpe?

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As mensagens que trocou com Mauro Cid — o ajudante de ordens de Bolsonaro — continham discussões sobre planejamento de golpe. A missão oficial era a cobertura; a investigação descobriu o que ele realmente estava fazendo.

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Como a Polícia Federal soube das mensagens?

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Não está claro no registro, mas a PF estava investigando a articulação de golpe de forma mais ampla. Cid era um ponto central — assessor direto de Bolsonaro — então qualquer comunicação dele com militares chamaria atenção.

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Os outros três presos na quinta-feira — eram todos próximos a Bolsonaro?

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Dois eram assessores diretos dele. Martins era tenente-coronel. Todos militares ou pessoas com acesso direto ao ex-presidente. A operação parece estar mapeando uma rede específica.

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E agora? Corrêa Neto fica preso indefinidamente?

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Está em prisão preventiva, decretada por Moraes. Isso significa que pode ficar preso enquanto a investigação avança, até que haja julgamento. Não é condenação, mas também não é detenção temporária.

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Qual é o crime exato que investigam?

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Tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de direito. Não é conspiração vaga — é acusação de planejamento concreto de derrubar as instituições.

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