Copa-2026 marca recorde histórico com até cinco jogadores na casa dos 40 anos

Cinco homens que deveriam estar aposentados há anos, ainda competindo no palco mais importante
A Copa-2026 marca um recorde histórico com até cinco jogadores na casa dos 40 anos disputando o torneio.

Em quase um século de Copas do Mundo, nunca mais de um atleta com 40 anos ou mais havia pisado no mesmo torneio — agora, a edição de 2026 na América do Norte pode reunir até cinco deles. Liderados por Cristiano Ronaldo aos 41 anos, esses veteranos são o reflexo de uma transformação silenciosa no futebol de elite, onde os limites do corpo humano continuam sendo reescritos. A Copa-2026 não será apenas maior em países, seleções e partidas: será também um testamento involuntário à longevidade como nova fronteira do esporte.

  • Pela primeira vez na história, até cinco jogadores com 40 anos ou mais podem disputar a mesma Copa do Mundo — um número que nunca havia passado de um em quase cem anos de torneio.
  • Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, lidera esse grupo de veteranos em busca de seu primeiro título mundial e de seu milésimo gol de carreira, tornando sua presença uma das narrativas mais carregadas do torneio.
  • Luka Modric e Edin Dzeko são considerados praticamente certos, enquanto Guillermo Ochoa e o goleiro Vozinha dependem de saúde e convocação para completar o quinteto histórico.
  • Mesmo com a explosão de longevidade, os recordes absolutos de El-Hadary (45 anos em campo) e Roger Milla (gol aos 42) permanecem fora de alcance — a história resiste enquanto se renova.
  • A Copa-2026 já é inédita por si só: 48 seleções, 104 jogos, três países anfitriões e uma final em Nova Jérsei — e agora ganha também um capítulo inesperado sobre o tempo e seus limites.

A Copa do Mundo de 2026 será palco de um fenômeno sem precedentes: até cinco jogadores com 40 anos ou mais poderão disputar o torneio na América do Norte. Em toda a história do Mundial, apenas sete atletas dessa faixa etária participaram de alguma edição — e nunca mais de um na mesma competição. Esse número pode quintuplicar em questão de semanas.

Cristiano Ronaldo, com 41 anos e quatro meses, encabeça essa geração. O português disputará sua sexta Copa consecutiva, ainda perseguindo o milésimo gol de carreira e um título que nunca conquistou. Luka Modric e Edin Dzeko são praticamente certezas, desde que escapem de contusões. O goleiro cabo-verdiano Vozinha completará 40 anos dias antes do torneio e figura como provável participante. Guillermo Ochoa, presente em todos os Mundiais desde 2006, ainda não é garantia, mas suas chances cresceram após retornar à seleção mexicana.

Mesmo com essa explosão de veteranos, os recordes históricos permanecerão intocados. Essam El-Hadary, que entrou em campo aos 45 anos em 2018, seguirá sendo o mais velho a atuar numa Copa. E Roger Milla, que marcou aos 42 anos em 1994, continuará sendo o goleador mais veterano da história do torneio.

A edição de 2026 já seria grandiosa por outros motivos: será a primeira disputada em três países simultaneamente — Canadá, Estados Unidos e México —, com 48 seleções, 104 partidas e mais de 1.200 jogadores inscritos. A abertura está marcada para 11 de junho no Azteca, e a final para 19 de julho em Nova Jérsei. Mas o que ficará como marca mais improvável será essa celebração da longevidade: cinco homens que deveriam estar aposentados há anos, ainda competindo no maior palco do futebol mundial.

A Copa do Mundo de 2026 será marcada por um fenômeno sem precedentes no futebol de elite: até cinco jogadores com 40 anos ou mais pisarão nos gramados da América do Norte. É um recorde que inverte uma história de quase um século. Em toda a existência do torneio, apenas sete atletas dessa faixa etária jamais participaram de uma edição sequer. Nunca houve mais de um na mesma competição. Agora, em questão de semanas, esse número pode quintuplicar.

Cristiano Ronaldo encabeça essa geração de veteranos. Com 41 anos e quatro meses, o português disputará sua sexta Copa consecutiva, ainda em busca do milésimo gol de carreira e de um título mundial que nunca conquistou. Ao seu lado, o meia croata Luka Modric e o centroavante bósnio Edin Dzeko são praticamente certezas — ambos só não estarão lá se sofrerem contusões graves nas próximas semanas. Vozinha, goleiro de Cabo Verde, completará 40 anos dias antes do torneio começar e também figura como provável participante. Guillermo Ochoa, o goleiro mexicano que esteve em todos os Mundiais desde 2006, assim como Ronaldo, ainda não é garantia absoluta, mas suas chances melhoraram após seu retorno à seleção na última data Fifa.

Esse cenário reflete uma transformação mais ampla no futebol profissional. Os atletas de topo estão jogando mais tempo, mantendo níveis competitivos que antes eram impensáveis na casa dos 40. Mas mesmo com essa explosão de longevidade, os recordes históricos da Copa permanecerão intactos. Essam El-Hadary, o goleiro egípcio, seguirá sendo o mais velho a entrar em campo numa partida de Mundial — tinha 45 anos, cinco meses e 11 dias quando enfrentou a Arábia Saudita em 2018. E Roger Milla, o camaronês que marcou aos 42 anos, um mês e oito dias na Copa de 1994, continuará sendo o goleador mais veterano da história do torneio.

A Copa-2026 será grandiosa em vários aspectos. Será a primeira vez que o torneio se espalhará por três países simultaneamente: Canadá, Estados Unidos e México. O número de seleções participantes saltará de 32 para 48 — um aumento de 50%. Mais de 1.200 jogadores serão inscritos no total, e 104 partidas serão disputadas, contra as 64 das edições anteriores. O torneio começará em 11 de junho no estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção anfitriã enfrentando a África do Sul. A final será em 19 de julho em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

A ausência da Itália e a incerteza sobre a participação do Irã — envolvido em conflito com os norte-americanos — adicionam camadas de complexidade a esse já inédito torneio. Mas o que permanecerá como marca indelével será essa celebração involuntária da longevidade: cinco homens que deveriam estar aposentados há anos, ainda competindo no palco mais importante do futebol mundial.

Cristiano Ronaldo busca o milésimo gol da carreira e ainda sonha com um título inédito para sua seleção
— Análise do Blog do Rafael Reis
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que exatamente agora vemos tantos jogadores de 40 anos numa Copa? Algo mudou no futebol?

Model

Mudou tudo. A medicina, o treinamento, a nutrição — tudo permite que um atleta de elite mantenha seu nível muito mais tempo. Antes, aos 35 já era considerado velho. Agora, 40 é apenas um número.

Inventor

Cristiano Ronaldo aos 41 anos ainda sonha com um título mundial. Isso é ambição ou ilusão?

Model

É ambição legítima. Ele nunca conquistou uma Copa. Tem a carreira praticamente completa, mas falta exatamente isso. Para um jogador dessa magnitude, é a única coisa que importa.

Inventor

Se El-Hadary jogou aos 45 anos, por que nenhum desses cinco vai quebrar esse recorde?

Model

Porque El-Hadary era goleiro. A posição permite mais longevidade — você não precisa correr 10 quilômetros por jogo. Para um atacante ou meia chegar aos 45 em condições de jogar uma Copa é praticamente impossível.

Inventor

Qual é o risco de ter tantos veteranos numa seleção?

Model

Depende da profundidade do elenco. Se Ronaldo se lesiona, Portugal tem alternativas. Mas para seleções menores, como Cabo Verde, um Vozinha lesionado é um problema real.

Inventor

Isso muda a forma como vemos o futebol?

Model

Muda. Deixa de ser um esporte de juventude. Mostra que experiência, inteligência tática e técnica refinada ainda valem muito. É uma Copa que celebra a maturidade.

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