Os Leopardos viraram um jogo e escreveram história
Na noite de sábado em Atlanta, a República Democrática do Congo atravessou uma fronteira que o futebol congolês jamais havia cruzado: pela primeira vez, os Leopardos avançaram ao mata-mata de uma Copa do Mundo. A virada sobre o Uzbequistão — de 1 a 0 para 3 a 1 — não foi apenas um resultado esportivo, mas o cumprimento de uma promessa feita a um país inteiro que aprendeu, naquela noite, que seus sonhos cabem no maior palco do futebol.
- O gol de cobertura de Shomurodov aos dez minutos colocou a RD Congo em situação delicada — perder significava quase certamente a eliminação.
- Um gol anulado pelo VAR aos 17 minutos aumentou a tensão e deixou a torcida congolesa à beira do desespero.
- Wissa converteu o pênalti no segundo tempo para empatar e reacender a esperança, antes de Mayele virar o placar com uma antecipação decisiva.
- Com quatro pontos e a terceira posição no grupo K, os Leopardos se classificaram como um dos oito melhores terceiros colocados do torneio — feito inédito na história do país.
- O Uzbequistão encerrou sua estreia em Copas do Mundo sem nenhuma vitória, enquanto a RD Congo já mira a Inglaterra nas oitavas de final na próxima quarta-feira.
A República Democrática do Congo escreveu história no sábado à noite no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Diante do Uzbequistão, pela terceira rodada do grupo K, os Leopardos viraram um jogo adverso e venceram por 3 a 1 — garantindo, pela primeira vez, uma vaga no mata-mata de uma Copa do Mundo.
O começo foi difícil. Eldor Shomurodov abriu o placar aos dez minutos com um golaço de cobertura, e a RD Congo ainda viu um gol de Mbuku ser anulado pelo VAR. A equipe de Sébastien Desabre precisava de uma reação, e ela veio no segundo tempo: Yoane Wissa converteu um pênalti para empatar, Fiston Mayele virou com uma antecipação ao goleiro, e o próprio Wissa selou a vitória nos acréscimos.
Com quatro pontos em três rodadas, a RD Congo terminou em terceiro no grupo K, mas avançou como um dos oito melhores terceiros colocados do torneio. O Uzbequistão, em sua estreia em Copas do Mundo, encerrou a participação sem nenhuma vitória.
Agora vem o verdadeiro desafio: na próxima quarta-feira, em Atlanta, os Leopardos enfrentam a Inglaterra, líder do grupo L e favorita clara. Mas uma seleção que já fez história uma vez sabe que pode surpreender novamente.
A República Democrática do Congo escreveu seu nome na história do futebol mundial no sábado à noite em Atlanta. Diante do Uzbequistão, no Mercedes-Benz Stadium, os Leopardos viraram um jogo que começou adverso e conquistaram uma vitória de 3 a 1 que os levou ao mata-mata da Copa do Mundo pela primeira vez. Era a terceira rodada do grupo K, e o que estava em jogo era muito mais que três pontos: era a chance de um país inteiro de ver sua seleção avançar em uma competição que, para muitos de seus jogadores, representa o auge de suas carreiras.
O Uzbequistão começou com tudo. Nos primeiros minutos, já havia criado perigo, e aos dez minutos Eldor Shomurodov fez um golaço de cobertura que deixou o goleiro Lionel Mpasi sem reação. Era 1 a 0 para os asiáticos, e a RD Congo precisava reagir. A equipe comandada por Sébastien Desabre sabia que não havia margem para erro — um terceiro lugar só os levaria adiante se fossem um dos oito melhores terceiros colocados do torneio.
A resposta congolesa veio cedo, mas foi anulada. Aos 17 minutos, Nathanaël Mbuku arrancou pela esquerda, recebeu de volta de Brian Cipenga e chutou com força para empatar. O árbitro Felix Zwayer, porém, consultou o VAR e apontou uma falta na origem da jogada. O gol não valeu. A RD Congo continuou pressionando, buscando o empate que não vinha. Yoane Wissa, o atacante do Newcastle, teve suas chances, mas o Uzbequistão se defendia bem e mantinha a vantagem até o intervalo.
No segundo tempo, tudo mudou. Aos 23 minutos, Wissa foi derrubado dentro da área. Pênalti. O próprio jogador foi para a cobrança e não desperdiçou — 1 a 1. Dez minutos depois, Fiston Mayele se antecipou ao goleiro Abduvohid Nematov e desviou a bola para as redes. A RD Congo virou o jogo e, mais importante, garantiu sua classificação. Nos acréscimos, Wissa marcou novamente para selar um triunfo que significava muito mais que uma vitória em um jogo de futebol.
Com quatro pontos conquistados em três rodadas, a RD Congo terminou na terceira posição do grupo K. Isso foi suficiente para que se classificasse como um dos oito melhores terceiros colocados da Copa do Mundo. O Uzbequistão, por sua vez, encerrou sua primeira participação em uma Copa do Mundo sem vencer nenhuma partida — três derrotas em três jogos.
Agora vem o desafio de verdade. A RD Congo enfrentará a Inglaterra na próxima quarta-feira, às 13h no horário de Brasília, novamente em Atlanta. Os ingleses terminaram na liderança do grupo L e chegam como favoritos claros. Mas os Leopardos já provaram que podem surpreender. Eles já fizeram história. Agora, a pergunta é até onde conseguem ir.
Notable Quotes
Eldor Shomurodov marcou um golaço de cobertura que colocou o Uzbequistão em vantagem no início do jogo— Narração do jogo
Fiston Mayele se antecipou ao goleiro e desviou a bola para as redes, definindo a classificação dos Leopardos— Narração do jogo
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como uma seleção que termina em terceiro lugar consegue avançar em uma Copa do Mundo?
Existem oito vagas para os melhores terceiros colocados de todos os oito grupos. A RD Congo conquistou quatro pontos em três jogos, o que foi suficiente para estar entre esses oito. É uma regra que dá uma segunda chance a times que não ganham seus grupos, mas que ainda assim mostram competência.
Qual foi o momento decisivo do jogo contra o Uzbequistão?
O pênalti aos 23 minutos do segundo tempo. Yoane Wissa foi derrubado, cobrou com segurança e empatou. Depois disso, a RD Congo tinha confiança de que poderia vencer. Fiston Mayele marcou logo depois, e o jogo mudou completamente.
Por que esse resultado é tão histórico para a RD Congo?
Porque é a primeira vez na história que a seleção chega a um mata-mata de Copa do Mundo. Não é apenas uma vitória em um jogo — é a realização de um sonho que gerações de jogadores congoleses nunca conseguiram alcançar.
E agora enfrentam a Inglaterra. Qual é a realidade desse confronto?
A Inglaterra é favorita, sem dúvida. Terminou em primeiro lugar em seu grupo. Mas a RD Congo já provou que pode competir. Eles viraram um jogo, marcaram três gols. Têm jogadores de qualidade, como Yoane Wissa, que joga na Premier League. Não será fácil, mas também não é impossível.
O que Eldor Shomurodov fez de errado para o Uzbequistão perder?
Shomurodov marcou um golaço no início, foi excelente. O problema foi que o resto da equipe não conseguiu manter a vantagem. A RD Congo ajustou sua estratégia no segundo tempo, começou a pressionar mais, e o Uzbequistão não teve respostas. Não foi culpa de um jogador, foi uma questão de como o jogo evoluiu.