Um corpo envolto em saco preto, com marcas de violência
Em meio à maior celebração do futebol mundial, a violência cotidiana de Tijuana se impôs de forma brutal: um cadáver em decomposição foi encontrado no porta-malas de uma picape estacionada a poucos passos do estádio onde a seleção iraniana treina para a Copa de 2026. A delegação, já deslocada para o México por tensões geopolíticas com os Estados Unidos, se vê agora diante de uma realidade que nenhum planejamento esportivo consegue ignorar — a de que o campo de jogo e o campo da violência urbana podem ser, literalmente, vizinhos.
- Um corpo envolto em saco preto, com marcas de violência, ficou dois dias no estacionamento de um supermercado colado ao estádio Caliente antes de ser descoberto pela polícia.
- O odor de putrefação era tão intenso que os agentes precisaram de trajes de proteção — a cena se desenrolou a metros do hotel onde dormem os jogadores iranianos.
- Tijuana registrou mais de 1.200 homicídios em 2025, e a seleção iraniana só está lá porque tensões diplomáticas com Washington a impediram de treinar nos EUA.
- Um comboio da Guarda Nacional armada escolta os jogadores num trajeto de apenas um minuto entre o hotel e o estádio, mas o incidente expõe os limites dessa proteção.
- A equipe iraniana não respondeu sobre possível reforço de segurança e estreia na segunda-feira contra a Bélgica em Los Angeles, carregando consigo essa sombra.
Na sexta-feira, policiais de Tijuana abriram o porta-malas de uma picape Toyota cinza estacionada no supermercado ao lado do estádio Caliente e se depararam com um corpo em avançado estado de decomposição, envolto em saco preto e com sinais evidentes de violência. O cheiro era tão forte que os agentes precisaram de trajes de proteção. O Ministério Público confirmou que o veículo estava ali desde quarta-feira — o cadáver havia passado dois dias a poucos passos do hotel onde se hospeda a delegação iraniana.
A seleção do Irã treina no México por uma razão que vai além do futebol: as tensões geopolíticas entre Washington e Teerã a impediram de usar sua sede original nos Estados Unidos. A mudança de última hora a levou a Tijuana, uma das cidades mais violentas do país, com mais de 1.200 homicídios registrados em 2025. Para proteger os jogadores, um comboio da Guarda Nacional armada os escolta num trajeto de um minuto entre o hotel e o estádio — proteção visível, mas que o achado do cadáver coloca em perspectiva.
Quando questionada sobre a possibilidade de reforçar a segurança após o incidente, a equipe não respondeu. O Irã estreia na Copa na segunda-feira contra a Bélgica em Los Angeles, pelo Grupo G. A descoberta do corpo a poucos dias do início da competição condensa, num único estacionamento, as contradições de um torneio que acontece à sombra da violência urbana e das fraturas do mundo político.
Um corpo em avançado estado de decomposição foi descoberto na sexta-feira dentro do porta-malas de uma picape Toyota cinza estacionada em frente ao estádio Caliente de Tijuana, no México, onde a seleção de futebol do Irã realiza seus treinamentos durante a Copa do Mundo 2026. O veículo estava no estacionamento de um supermercado adjacente ao estádio, a poucos passos do hotel onde a delegação iraniana se hospeda. Quando a polícia abriu o automóvel, o odor de putrefação era tão intenso que os agentes precisaram usar trajes de proteção para inspecionar o local. O que encontraram foi um corpo envolto em um saco preto, com sinais evidentes de violência.
O Ministério Público de Tijuana confirmou que a picape havia permanecido estacionada no local desde quarta-feira, o que significa que o cadáver estava ali há pelo menos dois dias antes de ser descoberto. A polícia removeu o corpo do local na sexta-feira, pouco antes da equipe iraniana deixar o estádio após seus treinamentos. Nenhuma informação adicional sobre a identidade da vítima ou as circunstâncias exatas da morte foi divulgada pelas autoridades.
O contexto em que esse achado ocorre é particularmente perturbador. Tijuana é uma das cidades mais violentas do México, com mais de mil e duzentos homicídios registrados apenas em 2025. A seleção iraniana foi realocada para treinar no México em vez dos Estados Unidos, sua localização original, por causa das tensões geopolíticas entre Washington e Teerã. Essa mudança de última hora colocou a delegação em uma das regiões mais perigosas do país, onde a violência é endêmica.
A segurança da equipe iraniana é, portanto, uma preocupação constante. Um comboio da Guarda Nacional fortemente armado escolta o ônibus que transporta os jogadores do hotel ao estádio e de volta, um trajeto que leva apenas um minuto. Apesar dessa proteção visível, o achado do cadáver a poucos metros do local onde a seleção treina diariamente levanta questões sobre a adequação das medidas de segurança. Quando questionada pela agência de notícias sobre a possibilidade de reforçar a proteção após o incidente, a equipe não respondeu.
O Irã faz sua estreia na Copa do Mundo na segunda-feira contra a Bélgica em Los Angeles, pela primeira rodada do Grupo G, que também inclui Egito e Nova Zelândia. A descoberta do corpo a poucos dias do início da competição adiciona uma camada de tensão e incerteza ao já complexo cenário de uma seleção que treina em uma das cidades mais perigosas do México, sob escolta militar, enquanto o mundo do futebol se prepara para o torneio.
Citações Notáveis
Constatou na parte traseira do porta-malas uma pessoa envolta em um saco preto, com marcas de violência— Ministério Público de Tijuana
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a seleção iraniana estava treinando em Tijuana, de todos os lugares, em vez de em uma cidade mais segura?
Eles foram realocados para o México no último minuto porque as tensões entre Washington e Teerã tornaram impossível treinar nos Estados Unidos, onde estava originalmente planejado. Tijuana foi a solução encontrada, mas é uma das cidades mais violentas do país.
Quanto tempo o corpo estava ali antes de ser descoberto?
Pelo menos dois dias. O carro foi estacionado na quarta-feira e descoberto na sexta-feira. Estava em um supermercado bem em frente ao estádio onde a equipe treina todos os dias.
A equipe sabia que havia um cadáver tão perto deles?
Provavelmente não no momento. Eles deixaram o estádio pouco depois que as autoridades removeram o corpo. Mas a proximidade é perturbadora — estamos falando de metros de distância do local onde eles trabalham.
Qual é a situação de segurança em Tijuana?
Mais de mil e duzentos homicídios em 2025. É uma das cidades mais perigosas do México. A equipe tem um comboio da Guarda Nacional fortemente armado escoltando-os, mas claramente há limites para o que essa proteção pode fazer.
A equipe disse que vai aumentar a segurança?
Não responderam quando perguntados. O que sabemos é que eles continuam com o plano de jogar contra a Bélgica na segunda-feira em Los Angeles, pela primeira rodada da Copa.
Isso muda algo para o torneio?
Ainda é cedo para dizer. Mas coloca a delegação iraniana em uma posição extraordinariamente desconfortável — treinando em uma zona de guerra urbana, dias antes de sua estreia em um torneio mundial.