No cotidiano silencioso de um laboratório da Universidade de São Paulo, aquilo que parecia um obstáculo — partículas misteriosas contaminando experimentos — revelou-se uma estrutura proteica inteiramente nova para a ciência. Pesquisadores que estudavam bacteriófagos como alternativa aos antibióticos descobriram uma cápsula esférica e oca, formada por 36 cópias de uma única proteína viral, cujo encaixe em zíper entre dois hemisférios não tinha precedente na literatura. O que a ciência descartaria como ruído tornou-se, pela persistência da curiosidade, uma possível plataforma para vacinas e tran