Durante mais de uma década, cientistas acompanharam 121 mil pessoas e descobriram que aquelas com maior consumo de alimentos ultraprocessados apresentavam 65% mais risco de desenvolver sinais que frequentemente precedem o Parkinson. O estudo, publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, não estabelece causalidade, mas aprofunda uma questão antiga sobre a relação entre o que colocamos no prato e o que acontece, anos depois, no cérebro. É um lembrete de que as escolhas cotidianas mais silenciosas podem carregar consequências que só o tempo revela.