Quando um conselheiro de uma das maiores mineradoras do mundo escolhe a renúncia em vez da destituição, o gesto carrega mais do que defesa pessoal — carrega um diagnóstico. Marcelo Gasparino deixou o conselho da Vale na segunda-feira, 27 de julho, negando ter vazado informações e denunciando um ambiente corporativo que passou a enxergar transparência como ameaça. Sua saída é o ponto visível de uma crise mais profunda de governança, desencadeada pela Previ e já monitorada pela CVM, que coloca em questão os princípios institucionais que guiaram a reconstrução da companhia nos últimos anos.