Túneis de 1980 reduzem impacto de ampliação de R$ 5 bi em hidrelétricas do Paraná

Túneis de 1980 voltam a levar água para permitir novas turbinas
A Copel reutiliza infraestrutura escavada há quase meio século para ampliar usinas com mínimo impacto ambiental.

Às margens do Rio Iguaçu, a Copel retoma um diálogo interrompido há quase meio século: túneis escavados nos anos 1980 e depois esquecidos voltarão a cumprir sua função, desta vez para abrir espaço a novas turbinas que ampliarão em 33% a capacidade de geração das usinas de Segredo e Foz do Areia. Com R$ 5 bilhões investidos e conclusão prevista para 2030, o projeto representa não apenas a maior expansão da companhia desde os anos 1990, mas também uma lição sobre como a engenharia do passado pode ser a solução mais inteligente do presente.

  • O Brasil enfrenta pressão crescente sobre seu sistema elétrico em períodos de pico, e a Copel responde com a maior obra de expansão em geração de energia de sua história recente.
  • A reutilização de túneis abandonados desde os anos 1980 elimina a necessidade de desmatamento, desapropriações e alagamento de novas áreas — transformando uma herança esquecida em vantagem estratégica.
  • Foz do Areia foi projetada nos anos 1970 com a expansão já prevista no desenho original, o que reduz custos e complicações e revela uma visão de longo prazo raramente celebrada.
  • Quase dois mil trabalhadores serão mobilizados simultaneamente, e o volume de concreto e aço envolvido equivale a dois Maracanãs e uma Torre Eiffel — a escala humana e material do empreendimento é concreta e imediata.
  • Com a conclusão prevista para 2030, as duas usinas atingirão 5 gigawatts de potência, energia suficiente para abastecer 14 milhões de pessoas e reforçar a resiliência do sistema elétrico nacional.

A Copel deu início à maior expansão de suas hidrelétricas em décadas. O investimento de R$ 5 bilhões vai ampliar duas usinas no Rio Iguaçu, no Paraná: Segredo, em Reserva do Iguaçu, e Foz do Areia, em Pinhão. O que torna o projeto notável é que parte essencial da infraestrutura já existe há décadas.

Quando a barragem de Segredo foi construída no final dos anos 1970, engenheiros escavaram túneis para desviar temporariamente o leito do rio. Concluída a barragem, esses túneis foram abandonados. Agora, quase meio século depois, a água voltará a correr por eles enquanto duas novas turbinas são instaladas em uma casa de força construída ao lado da existente. A solução elimina a necessidade de desmatamento, desapropriações ou alagamento de novas áreas.

Em Foz do Areia, a lógica é semelhante: a usina foi projetada nos anos 1970 com a possibilidade de expansão já incorporada ao projeto original, reduzindo custos e complicações décadas depois.

Os números impressionam. A capacidade conjunta das duas usinas crescerá 33%, chegando a 5 gigawatts — energia suficiente para abastecer 14 milhões de pessoas. O volume de concreto equivale ao de dois estádios do Maracanã; o aço utilizado pesa o mesmo que uma Torre Eiffel inteira.

A Copel venceu um leilão federal para viabilizar as obras, que devem mobilizar cerca de dois mil trabalhadores simultaneamente e têm previsão de conclusão em 2030. É o maior ciclo de expansão em geração da companhia desde os anos 1990, e também um reforço à segurança do sistema elétrico nacional nos momentos de maior demanda.

A Copel começou na quinta-feira passada a maior expansão de suas usinas hidrelétricas em décadas. O investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões vai ampliar duas estruturas no Rio Iguaçu, no Paraná: Segredo, em Reserva do Iguaçu, e Foz do Areia, em Pinhão. O que torna essa obra particularmente engenhosa é que boa parte da infraestrutura necessária já existe — e há muito tempo.

Quando a barragem de Segredo foi construída no final dos anos 1970 e início dos 1980, os engenheiros escavaram túneis para desviar temporariamente o leito do Rio Iguaçu, permitindo que a estrutura principal fosse erguida. Esses túneis foram abandonados assim que a barragem ficou pronta. Agora, quase meio século depois, a Copel vai reativá-los. A água voltará a passar por eles enquanto duas novas turbinas são instaladas na casa de força que será construída ao lado da existente. É uma solução que reduz drasticamente o impacto ambiental da obra — não será necessário derrubar vegetação significativa nem interferir na BR-459, que passa sobre a barragem. Também elimina a necessidade de desapropriações ou alagamento de novas áreas.

Em Foz do Areia, a estratégia é semelhante, mas parte de um planejamento ainda mais antigo. A usina foi projetada nos anos 1970 com a possibilidade de expansão já incorporada ao desenho original. Isso significa que a ampliação segue um caminho que os engenheiros da época já haviam previsto, reduzindo custos e complicações. O impacto ambiental também será mínimo, segundo a companhia.

Os números da obra são impressionantes. A capacidade de geração das duas usinas aumentará 33%, atingindo 5 gigawatts de potência — energia suficiente para abastecer 14 milhões de pessoas. Para colocar em perspectiva a escala do empreendimento: o volume de concreto necessário equivale ao que existe em dois estádios do Maracanã. A quantidade de aço utilizada corresponde ao peso de uma Torre Eiffel inteira.

A Copel venceu um leilão do governo federal para viabilizar essas ampliações, o que também reforçará a segurança do sistema elétrico nacional em períodos de pico de demanda. As obras devem movimentar quase dois mil trabalhadores simultaneamente e estão previstas para serem concluídas até 2030. É o maior ciclo de expansão da companhia em geração de energia desde os anos 1990.

Não serão necessárias desapropriações ou alagamento de novas áreas
— Copel
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que reutilizar túneis de quarenta anos atrás é tão importante para essa obra?

Model

Porque permite desviar a água sem precisar derrubar floresta ou desapropriar terras. Se tivessem que escavar novos túneis, o impacto ambiental seria muito maior. Além disso, reduz custos significativamente.

Inventor

Então a Copel estava planejando isso desde 1980?

Model

Não exatamente. Os túneis foram escavados apenas para a construção da barragem original. Mas a companhia reconheceu que podia reutilizá-los agora. É uma decisão de engenharia inteligente, não um plano de longo prazo.

Inventor

E em Foz do Areia, foi diferente?

Model

Lá sim havia planejamento anterior. A usina foi projetada nos anos 1970 já considerando uma possível ampliação futura. Então a estrutura já estava pronta para isso.

Inventor

Qual é o impacto real dessa expansão para o Paraná?

Model

Cinco gigawatts é energia para 14 milhões de pessoas. Para um estado que depende de energia hidrelétrica, é uma mudança significativa na capacidade de abastecimento, especialmente em períodos de seca.

Inventor

Dois mil trabalhadores é muito?

Model

Para uma obra dessa escala, é o esperado. Mas o que importa é que não há desapropriações, não há alagamento de novas áreas. O impacto social é mínimo comparado ao tamanho do investimento.

Inventor

Até quando isso vai levar?

Model

Até 2030. Quatro anos de obra para uma expansão que vai durar décadas.

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