No início dos anos 2000, a Escócia carregava o peso de ser considerada o país mais violento do mundo desenvolvido, com Glasgow como epicentro de uma crise que parecia irreversível. A virada veio de uma escolha filosófica antes de ser operacional: tratar a violência não como falha moral ou problema policial, mas como doença coletiva, com fatores de risco mapeáveis e intervenções possíveis. Em pouco mais de uma década, homicídios caíram pela metade em Glasgow e o país passou de símbolo de brutalidade a referência global de prevenção. A experiência escocesa nos lembra que o destino de uma comunid
Como a Escócia transformou sua crise de violência em modelo global de segurança
Milhares de pessoas sofreram ferimentos graves, deformações permanentes e morte por violência nas gangues de Glasgow; a iniciativa ajudou a transformar vidas de indivíduos envolvidos com violência e suas famílias.