Aos 38 anos, em sua última Copa, Messi finalmente fez aquilo que nunca havia conseguido
Há momentos em que a história do esporte coincide com a história de um homem, e Kansas foi um desses lugares. Aos 38 anos, na sua sexta e última Copa do Mundo, Lionel Messi marcou três gols contra a Argélia — algo que nunca havia feito em duas décadas de torneios mundiais — igualando Miroslav Klose como maior artilheiro da competição e ultrapassando Pelé em participações totais em gols. O que chama atenção não é apenas o recorde, mas o momento em que ele chegou: perto do fim, quando muitos já consideravam o capítulo encerrado.
- Aos 38 anos e em sua última Copa, Messi carregava a ausência de um hat-trick como a única lacuna visível em um currículo quase perfeito.
- Contra a Argélia, em Kansas, ele preencheu essa lacuna com três gols — dois deles de fora da área — numa vitória argentina por 3 a 0.
- Com o feito, igualou Klose com 16 gols em Copas e ultrapassou Pelé em participações totais, chegando a 24 contra 21 do Rei.
- Messi também se tornou o primeiro jogador a disputar seis edições de Copa do Mundo, além de ser agora tanto o mais jovem quanto o mais velho a marcar pela Argentina no torneio.
- A Argentina avança na fase de grupos com Messi ainda reescrevendo os limites do que é possível fazer no futebol em idade avançada.
Aos 38 anos, na sua sexta e última Copa do Mundo, Lionel Messi fez contra a Argélia o que nunca havia conseguido em toda a sua carreira internacional: marcou três gols no mesmo jogo. Foi numa terça-feira em Kansas, pela primeira rodada do Grupo J. A Argentina venceu por 3 a 0, e Messi igualou Miroslav Klose no topo da lista de maiores artilheiros da história das Copas — ambos com 16 gols.
Antes dessa noite, o máximo que Messi havia feito em um único jogo de Copa eram dois gols — contra a Nigéria em 2014 e na final contra a França em 2022. O hat-trick, portanto, era o único marco que faltava, e chegou tarde, como se o futebol guardasse esse momento para o capítulo final.
Além de igualar Klose, Messi ultrapassou Pelé em participações totais em gols nas Copas: são agora 24 — 16 gols e oito assistências — contra 21 do Rei, que somou 12 gols e nove assistências em três títulos mundiais. Dois dos três gols da noite vieram de fora da área, o que também colocou Messi à frente de Rivellino no ranking de gols de longa distância em Mundiais, com seis no total.
A noite acumulou recordes pessoais. Messi se tornou o primeiro jogador a disputar seis edições de Copa do Mundo e conquistou uma marca inusitada: é agora tanto o mais jovem quanto o mais velho a marcar pela Argentina no torneio — aos 18 anos, em 2006, e aos 38, em 2026.
Em 200 jogos pela seleção, Messi soma 117 gols e 61 assistências, com uma Copa do Mundo, duas Copas América e uma Finalíssima no currículo. Em Kansas, ele continuou escrevendo novos capítulos num torneio que o viu chegar jovem demais e que agora o vê partir tarde demais.
Aos 38 anos, em sua sexta e última Copa do Mundo, Lionel Messi finalmente fez aquilo que nunca havia conseguido em cinco décadas de carreira internacional: marcou três gols no mesmo jogo. Foi contra a Argélia, numa terça-feira no Kansas, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo J. A Argentina venceu por 3 a 0, e com esse desempenho, Messi igualou Miroslav Klose no topo da lista de maiores artilheiros da história das Copas — ambos com 16 gols.
Antes dessa noite, o máximo que Messi havia conseguido em um único jogo de Copa era dois gols. Isso aconteceu em duas ocasiões: contra a Nigéria em 2014, no Brasil, e na final contra a França em 2022, no Catar. O hat-trick, portanto, representa um marco que faltava em seu currículo, mesmo depois de quatro décadas jogando futebol de elite. Não é pouco significativo que tenha chegado tão tarde — e tão perto do fim.
Com essa atuação, Messi também ultrapassou Pelé em um quesito que poucos discutem mas que importa: o número total de participações em gols nas Copas. O argentino agora soma 24 — 16 gols e oito assistências. Pelé, que conquistou três títulos mundiais pelo Brasil, registrou 12 gols e nove assistências, totalizando 21 participações. Miroslav Klose, Ronaldo e Gerd Müller seguem no ranking, com 19, 19 e 18 participações respectivamente.
A noite em Kansas foi repleta de marcos pessoais. Messi se tornou o primeiro jogador na história a entrar em campo em seis edições diferentes de Copa do Mundo — um feito que Cristiano Ronaldo pode igualar em breve. Além disso, conquistou um recorde peculiar: é agora tanto o mais jovem quanto o mais velho a marcar pela Argentina em Copas. Aos 18 anos, em 2006 na Alemanha, balançou as redes pela primeira vez. Aos 38, fez isso novamente.
Outro detalhe que marca a noite: dois dos três gols vieram de fora da área. Com isso, Messi ultrapassou Rivellino no ranking de gols de longa distância em Mundiais. O brasileiro marcou cinco gols dessa forma — dois em 1970 e três em 1974. Messi agora tem seis: quatro em 2014, um em 2022 e dois nesta edição de 2026.
Essas estatísticas, quando somadas, contam uma história de longevidade e consistência que poucos atletas alcançam. Em 200 jogos pela Argentina, Messi acumulou 117 gols e 61 assistências. Conquistou a Copa do Mundo em 2022, duas Copas América (2021 e 2024) e a Finalíssima em 2022. Agora, aos 38 anos, continua escrevendo novos capítulos em um torneio que o viu estrear jovem demais e que o vê agora partir tarde demais.
Citas Notables
Messi é agora tanto o mais jovem quanto o mais velho a marcar pela Argentina em Copas — aos 18 anos em 2006 e aos 38 em 2026— Registros da Copa do Mundo
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que esse hat-trick importa tanto, se Messi já tinha tantos outros recordes?
Porque é a única coisa que faltava. Ele tinha gols, assistências, títulos — mas nunca havia marcado três em um jogo de Copa. É como se houvesse um vazio específico em seu legado.
Aos 38 anos, em sua última Copa. Parece quase roteirizado.
Sim, mas não é. Messi poderia ter saído em 2022 como campeão. Ninguém teria reclamado. Voltar aos 38, em sua sexta Copa, e fazer isso — é uma escolha que poucos atletas conseguem honrar.
Ele superou Pelé em participações totais em gols. Como as pessoas estão recebendo isso?
Com cuidado. Pelé ganhou três Copas. Messi ganhou uma. São histórias diferentes. Mas o número é o número: 24 participações contra 21.
E Cristiano Ronaldo está perto de igualar a marca de seis Copas.
Está. Ronaldo pode fazer isso amanhã, dependendo de quando Portugal jogar. Então teremos dois jogadores que participaram de seis edições — uma marca que parecia impossível há poucos anos.
O que muda para Messi agora?
Tecnicamente, nada. Ele já tinha o legado. Mas psicologicamente, ele completou algo. Saiu do torneio sem aquele "e se" pendente.