Motor turbo, ADAS e seis marchas por menos que um Kwid novo
No mercado brasileiro de usados, onde a equação entre preço, equipamentos e desempenho raramente se fecha, o Chevrolet Tracker Premier 2019 surge como uma dessas exceções silenciosas que o tempo revela. Por cerca de R$ 75 mil — menos do que um Renault Kwid zero quilômetro —, o SUV oferece motor turboflex de 153 cv, câmbio automático e tecnologias de segurança ativa que, à época de seu lançamento, eram privilégio de categorias superiores. É o tipo de escolha que convida o comprador a questionar o que, afinal, define o valor de um automóvel.
- Encontrar um SUV usado com motor potente, equipamentos modernos e preço justo é tarefa quase impossível no Brasil — mas o Tracker Premier 2019 desafia essa lógica.
- O modelo é vendido por cerca de R$ 75 mil, valor inferior ao de um Renault Kwid zero quilômetro, criando uma dissonância difícil de ignorar para quem pesquisa o mercado.
- O pacote Premier II inclui sistemas ADAS — alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e alerta de saída de faixa — recursos raros entre SUVs compactos daquela geração.
- Com 153 cv, câmbio automático de seis marchas e autonomia de até 620 km com gasolina, o conjunto mecânico compete com modelos bem mais caros.
- O Tracker 2019 permanece como uma alternativa sólida na faixa dos R$ 75 mil, entregando um equilíbrio de desempenho e segurança difícil de replicar entre os concorrentes no mesmo preço.
Garimpar um SUV usado que reúna potência, tecnologia e preço acessível é exercício de paciência no mercado brasileiro. O Chevrolet Tracker Premier 2019, no entanto, apresenta-se como uma resposta inesperada a essa busca. Ofuscado pelo sucesso da geração atual, o modelo acumulou atualizações relevantes ao longo de sua carreira e hoje pode ser encontrado por volta de R$ 75 mil — abaixo do preço de um Renault Kwid zero quilômetro, segundo a Tabela Fipe de junho de 2026.
Sob o capô, o motor 1.4 turboflex entrega 153 cv com etanol e torque de 24,5 kgfm já aos 2.000 rpm, acoplado a um câmbio automático de seis marchas. O resultado é um SUV que vai de zero a 100 km/h em cerca de 9,4 segundos, com consumo de até 11,7 km/l em rodovia com gasolina e autonomia de até 620 quilômetros em viagem. As dimensões são compactas — 4,25 metros de comprimento e porta-malas de 306 litros —, mas adequadas para o uso cotidiano de famílias pequenas.
O diferencial mais expressivo está no pacote Premier II, que incorpora sistemas ADAS ainda incomuns entre os SUVs compactos da época: alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e alerta de saída involuntária de faixa, além de airbags laterais e de cortina. A lista de conforto também não decepciona, com ar-condicionado digital, chave presencial, multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, e rodas de 17 polegadas.
Para quem avalia o mercado de usados com critério, o Tracker Premier 2019 na faixa dos R$ 75 mil representa um conjunto mecânico e tecnológico difícil de encontrar entre concorrentes pelo mesmo valor.
Procurar um SUV usado que reúna motor potente, equipamentos modernos e preço justo é tarefa rara no mercado brasileiro. Mas existe uma opção que passou despercebida: o Chevrolet Tracker Premier 2019, encontrado hoje por valores inferiores aos de um Renault Kwid zero quilômetro.
A segunda geração do Tracker, produzida até 2019, ficou ofuscada pelo sucesso da versão atual. Ainda assim, recebeu atualizações significativas ao longo de sua carreira e consolidou um conjunto mecânico respeitado. A versão Premier 2019 emerge como uma das configurações mais equipadas da linha. Conforme a Tabela Fipe de junho de 2026, o valor médio é de R$ 86.371, mas unidades anunciadas circulam por volta de R$ 75 mil — menos que os R$ 82.790 pedidos pelo Kwid de entrada.
Sob o capô trabalha o motor 1.4 turboflex, capaz de entregar 153 cavalos com etanol e 150 cv com gasolina. O torque de 24,5 kgfm aparece já aos 2.000 rpm. Acoplado a uma transmissão automática de seis marchas, o SUV acelera de zero a 100 km/h em cerca de 9,4 segundos e atinge velocidade máxima próxima de 198 km/h. Apesar do desempenho, o consumo permanece contido: com etanol, faz 7,3 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada; com gasolina, sobe para 10,6 km/l urbano e 11,7 km/l em rodovia. A autonomia acompanha esse padrão — com etanol, alcança até 387 quilômetros em percurso urbano e 435 na estrada; com gasolina, chega a 562 quilômetros na cidade e 620 em viagens.
As dimensões são modestas comparadas aos SUVs contemporâneos, mas adequadas para famílias pequenas e uso diário. O Tracker mede 4,25 metros de comprimento, 1,77 metro de largura, 1,67 metro de altura, com entre-eixos de 2,55 metros. O porta-malas comporta 306 litros. A lista de equipamentos permanece atual: ar-condicionado digital automático, direção elétrica, chave presencial com partida por botão, sensores de chuva e crepuscular, retrovisor interno fotocrômico, faróis com projetor, luzes diurnas em LED, rodas de liga leve de 17 polegadas e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay.
Em segurança, oferece airbags frontais, freios ABS, controles eletrônicos de estabilidade e tração, além de assistente de partida em rampas. O grande diferencial reside nas unidades equipadas com o pacote Premier II, que adiciona recursos avançados de assistência ao motorista — ADAS ainda raros entre os SUVs compactos daquela época. Incluem airbags laterais e de cortina, alerta de colisão frontal, alerta de saída involuntária de faixa e monitoramento de ponto cego.
Para quem busca um SUV usado bem equipado, com mecânica confiável e desempenho acima da média, o Tracker Premier 2019 segue como alternativa interessante. Especialmente na faixa dos R$ 75 mil, o modelo entrega um conjunto difícil de encontrar entre concorrentes pelo mesmo preço.
Citas Notables
Para quem procura um SUV usado bem equipado, com mecânica confiável e desempenho acima da média, o Tracker Premier 2019 segue como alternativa interessante— análise do mercado de usados
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que esse Tracker ficou tão esquecido se oferece tanto?
A geração atual conquistou o mercado e ofuscou a anterior. Mas a segunda geração recebeu atualizações importantes — o motor turbo, o câmbio automático, os sistemas de segurança avançados. Tudo isso chegou tarde demais para mudar a percepção das pessoas.
E o preço? Como um carro com ADAS custa menos que um Kwid?
O Kwid é novo, é marca popular, tem apelo de entrada. O Tracker é usado, tem sete anos, e o mercado não o valoriza como deveria. Quem procura por preço não pensa nele. Quem procura por equipamento não sabe que ele existe.
Esse motor 1.4 turbo é o mesmo do Cruze?
Exatamente. É um motor conhecido, respeitado, com histórico de confiabilidade. Não é uma aposta, é uma certeza mecânica.
E o consumo? Com etanol faz 7,3 km/l na cidade — isso é bom?
Para um SUV com motor turbo, é compatível. Você ganha desempenho sem pagar um preço absurdo no combustível. A autonomia fica interessante, especialmente em viagem.
Qual é o risco de comprar um carro dessa idade?
O risco é o mesmo de qualquer usado: histórico de manutenção, quilometragem real, estado geral. Mas mecanicamente, o Tracker é robusto. O que você precisa verificar é se foi bem cuidado.
E se o ADAS não funcionar?
É um sistema que pode dar problemas com o tempo, como qualquer eletrônico. Mas a presença dele já é um diferencial. Muitos SUVs compactos daquela época não tinham nada disso.