Carlos Nobre, climatologista de renome mundial, oferece um diagnóstico sóbrio sobre o que aguarda o Brasil: um El Niño muito forte se aproxima, amplificado por oceanos que não estiveram tão quentes em mais de cem milhões de anos. São Paulo, com suas ilhas urbanas de calor cobrindo três quartos da cidade sem vegetação, transforma fenômenos climáticos tradicionais em recordes de destruição. Por trás dos números e das previsões, há um silêncio perturbador — o de políticas públicas ausentes diante de 14 mil mortes anuais pelo calor, mortes que recaem sobre os mais frágeis.
Climatologista alerta: eventos extremos aumentam em SP por ilhas de calor urbano
Aproximadamente 14 mil mortes anuais relacionadas ao calor no Brasil, afetando principalmente idosos, pessoas doentes e crianças pequenas em residências sem ar-condicionado.