Em Bragança Paulista, o que nasceu como uma horta durante a pandemia tornou-se uma mansão de 1.700 metros quadrados que desafia a separação entre luxo e responsabilidade ambiental. A atriz Claudia Raia e o arquiteto Léo Shehtman ergueram uma residência de três pavimentos onde garrafas PET substituem madeira, painéis solares aquecem a água e a chuva é reaproveitada — gestos que não apagam o peso de uma obra dessa magnitude, mas que colocam uma pergunta legítima no centro do debate: pode a sustentabilidade habitar o andar de cima?