O câncer de pulmão, por muito tempo associado quase exclusivamente ao cigarro, revela agora uma face menos conhecida: mulheres jovens de descendência asiática adoecem sem nunca ter fumado, guiadas por mutações genéticas específicas e exposições ambientais que a medicina começa a mapear com mais precisão. O cirurgião torácico Pedro Leite, do Hospital Mater Dei, trouxe esse alerta à tona como um convite à medicina a rever seus critérios de vigilância — reconhecendo que o risco nem sempre tem o rosto que esperamos.